"PREDADORES DA INTERNET"

Polícia Civil desmantela rede suspeita de aliciar crianças e adolescentes pela internet em MT

· 2 min de leitura
Polícia Civil desmantela rede suspeita de aliciar crianças e adolescentes pela internet em MT
Reprodução: PJC-MT

Investigados usavam aplicativo Discord para abordar vítimas e são suspeitos de exigir imagens íntimas e induzir adolescentes à automutilação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7), a Operação Discórdia, com o objetivo de desarticular uma rede investigada por crimes contra crianças e adolescentes praticados pela internet. As determinações foram expedidas pela Vara Única de Tapurah e cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais.

A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Tapurah e cumpre cinco ordens judiciais: dois mandados de prisão preventiva contra investigados de 19 e 20 anos e três mandados de busca e apreensão.

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Os investigados são apurados por crimes como ameaças, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além de indução, instigação e auxílio à automutilação.

As investigações tiveram início em abril, depois que um adolescente de 17 anos foi apreendido no município de Itanhangá. Durante a ocorrência, os policiais encontraram em seu celular materiais relacionados a crimes praticados contra crianças e adolescentes.

A partir da análise do aparelho, os investigadores identificaram duas vítimas menores de idade, uma de Tapurah e outra do Rio de Janeiro. Também foram localizados grupos utilizados para a abordagem e aliciamento das vítimas por meio do aplicativo Discord.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil conseguiu identificar os suspeitos apontados como responsáveis por orientar e pressionar as vítimas a realizar atos ilícitos.

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Vídeo: PJC-MT

Suspeitos faziam ameaças para obter novas imagens

Segundo as investigações, os suspeitos inicialmente buscavam obter imagens íntimas das vítimas e, posteriormente, utilizavam o material como forma de ameaça para exigir novos conteúdos.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram pressionadas sob ameaça de que as imagens já obtidas seriam divulgadas a familiares ou na internet caso não cumprissem as exigências.

A investigação também apontou a existência de grupos na plataforma digital utilizados para organizar as abordagens e orientar as ações praticadas contra as vítimas.

Diante dos elementos reunidos durante o inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos investigados e pela realização das buscas, medidas posteriormente autorizadas pela Justiça.

Por que “Discórdia”?

O nome da operação faz referência ao Discord, aplicativo utilizado pelos investigados, segundo a Polícia Civil, para abordar e aliciar as vítimas.

A operação busca interromper a atuação do grupo e reunir novos elementos que possam esclarecer a participação de outros envolvidos e identificar eventuais novas vítimas.

As investigações continuam.