NOVA REVELAÇÃO

Mulher foi executada por ser confundida com "gerente" do PCC, revela delegado

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Mulher foi executada por ser confundida com "gerente" do PCC, revela delegado
Delegado Paulo César Brambilla (à direita) e a vítima Elismar Saltiva Sales (à esquerda) - Foto: Reprodução: Só Notícias/Lucas Torres

Executada com diversos tiros dentro da própria residência, no bairro Boa Esperança, em Sorriso, Elismar Saltiva Sales, de 37 anos, teria sido morta por integrantes do Comando Vermelho (CV) que acreditavam, de forma equivocada, que ela era "gerente" do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada pelo delegado Paulo César Brambilla, responsável pela investigação.

A informação foi repassada por um adolescente apreendido por participação no crime, que confessou envolvimento na execução. Segundo Brambilla, o menor relatou em depoimento que o homicídio teria sido motivado pela disputa territorial entre as duas facções criminosas.

"O adolescente confessou a participação no crime e disse que foi uma disputa territorial entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. Segundo ele, aquela mulher, pelo estilo de vida que levava, seria uma gerente do PCC. Nós, porém, não temos qualquer informação que confirme isso. Ela era uma pessoa humilde, usuária de drogas, mas, na cabeça deles, ocupava essa função. Esse foi o motivo alegado para o assassinato", declarou o delegado.

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Apesar da versão apresentada pelo adolescente, o delegado ressaltou que a investigação não encontrou, até o momento, qualquer elemento que indique que Elismar integrava ou exercia função dentro do PCC. Conforme Brambilla, a Polícia Civil agora concentra os esforços para identificar quem ordenou a execução.

"Estamos trabalhando para identificar os mandantes, que certamente estão presos", afirmou.

O crime

Elismar Saltiva Sales foi assassinada a tiros na tarde da última terça-feira (15), em Sorriso. Até o momento, um adolescente foi apreendido após confessar participação no homicídio. Já Ivanilson Andrade dos Santos, de 31 anos, apontado como um dos executores, morreu em confronto com policiais da Força Tática. Outras duas mulheres também foram presas por suspeita de envolvimento no crime, após serem flagradas com a motocicleta utilizada na execução.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e os mandantes do assassinato.