O ex-gestor municipal afirma que o seu compromisso era resolver o impasse criado em torno do modal e atribui a demora nas obras à judicialização, à falência da empresa vencedora da licitação e a entraves técnicos
O ex-governador Mauro Mendes afirmou que nunca prometeu entregar as obras do BRT concluídas, mas sim em resolver o impasse envolvendo a troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo novo sistema de transporte coletivo. Segundo o ex-gestor, esse compromisso foi cumprido com a implantação do projeto e o início das intervenções.
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Ao justificar o atraso no cronograma, Mauro responsabilizou uma série de fatores que, segundo ele, comprometeram o andamento da obra. Entre eles, citou ações judiciais e medidas adotadas pelo então prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que teriam atrasado o início dos serviços em cerca de um ano e meio.
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O governador também afirmou que a falência da empresa vencedora da primeira licitação obrigou o Estado a realizar um novo processo licitatório, o que provocou mais demora. Além disso, ressaltou que obras de grande porte costumam enfrentar obstáculos técnicos, como remanejamento de redes de água, esgoto e energia, além da dificuldade na contratação de mão de obra qualificada.
Mauro sustenta que seu compromisso era destravar o projeto e viabilizar a execução da obra, e não estabelecer uma data para a entrega do sistema.
Entretanto, a declaração contrasta com entrevistas concedidas durante a campanha eleitoral, nas quais o governador afirmou que o BRT poderia ser entregue em aproximadamente dois anos e meio.