Medida ocorre após a Operação Mandato Espúrio investigar movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão no Imafir
O suplente de deputado estadual Hugo Garcia (PSDB) foi afastado, por determinação judicial, da presidência da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT) e do Instituto Mato-Grossense do Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT).
A decisão foi proferida pela juíza da 10ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá. Em comunicado, as duas entidades confirmaram o afastamento, mas não informaram quais foram os fundamentos apresentados pela Justiça para determinar a medida.
A decisão ocorre poucos dias após Hugo Garcia ser alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil em 25 de agosto. A investigação apura possíveis irregularidades na movimentação de recursos do Imafir, com valores superiores a R$ 1 milhão.
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Segundo as investigações, são apurados possíveis crimes como furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica relacionados à administração do instituto. Entre as movimentações sob suspeita estão transferências para contas particulares, empresas ligadas a ex-dirigentes e um escritório de advocacia.
Após o afastamento, a administração da Aprofir e do Imafir passou a ser conduzida de maneira colegiada pelos integrantes das respectivas diretorias. As decisões administrativas deverão seguir os estatutos das instituições e as determinações judiciais.
As entidades também informaram que os atos de gestão serão registrados em atas e que os documentos deverão passar por auditorias independentes, análise dos conselhos fiscais e posterior apreciação pelas Assembleias Gerais. Apesar da mudança no comando, Aprofir e Imafir afirmaram que as atividades seguem normalmente.
Hugo Garcia nega qualquer irregularidade. Em manifestação após a operação, afirmou que, enquanto presidente do Imafir, apenas autorizava pagamentos a prestadores contratados pelas entidades e que as despesas estavam respaldadas por documentação fiscal e contratos. Também declarou que nenhuma das transferências investigadas teve como destinatário sua pessoa.