TRATAMENTO CONTRA CÂNCER

Operação Fariseus: pastor investigado por suposto elo com facção morre em Cuiabá

· 2 min de leitura
Operação Fariseus: pastor investigado por suposto elo com facção morre em Cuiabá
Foto: Reprodução / Olhar Direto

Além de Nivaldo, a Operação Fariseus teve como alvos a esposa e a filha do pastor, que chegou a ser presa preventivamente

O pastor Nivaldo de Almeida morreu neste sábado (5), em Cuiabá, em decorrência de complicações causadas por um câncer. A morte ocorreu menos de dois meses depois de ele ter sido alvo da Operação Fariseus, conduzida pela Polícia Civil para apurar um suposto envolvimento de familiares com integrantes do Comando Vermelho.

Nivaldo estava entre as pessoas que tiveram mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação, deflagrada em julho. A investigação também alcançou a esposa dele, a pastora Orminda Carlos de Barcelos Almeida, e a filha do casal, Rhavenna Barcelos de Almeida. Rhavenna chegou a ser presa preventivamente durante a ação.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

As apurações começaram após uma denúncia anônima sobre a possível utilização de um projeto religioso como forma de facilitar o acesso de integrantes da família ao sistema prisional. Segundo a Polícia Civil, havia suspeita de que atividades de evangelização pudessem ser utilizadas para intermediar contatos entre pessoas ligadas à facção que estavam presas e indivíduos do lado de fora das unidades.

No decorrer do inquérito, investigadores analisaram mensagens, fotografias, vídeos e registros financeiros relacionados aos investigados. Conforme a Polícia Civil, alguns desses elementos levantaram suspeitas de que os contatos mantidos com presos e outros integrantes do grupo poderiam ultrapassar a finalidade exclusivamente religiosa.

A investigação também apontou registros de possíveis intermediações de recados e movimentações financeiras que, segundo os investigadores, poderiam ter relação com integrantes da organização criminosa. Familiares teriam utilizado contas próprias e de terceiros em determinadas operações financeiras.

Nivaldo também apareceu em registros fotográficos obtidos pela investigação ao lado de pessoas apontadas como integrantes do Comando Vermelho e segurando armas de fogo durante viagens ao Rio de Janeiro. As imagens foram incluídas pela Polícia Civil entre os elementos analisados no procedimento.

Apesar das suspeitas levantadas, a própria investigação apontava que algumas acusações ainda não haviam sido comprovadas. Entre elas estava a suposta entrega de celulares e outros objetos ilícitos dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A participação individual de cada investigado também ainda seria definida no decorrer das apurações.

Como parte das medidas determinadas pela Justiça, Nivaldo, Orminda e outros investigados foram proibidos temporariamente de entrar em unidades prisionais de Mato Grosso como integrantes de projetos religiosos.

A morte do pastor acontece semanas após a deflagração da Operação Fariseus. Ele vinha realizando tratamento contra o câncer e morreu em Cuiabá em razão de complicações provocadas pela doença.

Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre o velório e o sepultamento.