GRUPO DE JAYME

Júlio Campos anuncia apoio a Wellington Fagundes e contraria decisão do União Brasil

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Júlio Campos anuncia apoio a Wellington Fagundes e contraria decisão do União Brasil
O deputado estadual, Júlio Campos - Foto: Luciano Campbell

Deputado estadual afirma que seguirá a decisão do irmão, Jayme Campos, e permanecerá na ala dissidente do União Brasil

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) confirmou que estará ao lado do senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. A decisão segue a posição adotada pelo irmão, o senador Jayme Campos (União), que também já anunciou apoio ao candidato do PL.

Embora o União Brasil tenha oficializado uma aliança com o Republicanos para apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta à reeleição, Júlio deixou claro que não pretende acompanhar a orientação da maioria da legenda na disputa pelo Palácio Paiaguás.

“Eu estou no União Brasil. O União Brasil fez uma coligação oficial em convenção com o Republicanos. A minha campanha oficial será dentro do Republicanos, mas eu não vou votar no Otaviano Pivetta, vou seguir a ala dissidente”, afirmou.

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O parlamentar explicou que, na avaliação dele, existem diferenças entre as regras de fidelidade partidária aplicadas a deputados e a liberdade de posicionamento político de outros agentes públicos. Júlio também afirmou que os integrantes do grupo derrotado na convenção devem ter liberdade para escolher outro candidato ao Governo.

Apesar de confirmar sua preferência por Wellington, o deputado disse que pretende manter uma postura mais reservada durante o processo eleitoral. Segundo ele, a intenção é evitar grandes movimentos políticos e concentrar esforços na própria campanha.

Na justificativa para o apoio, Júlio destacou ainda a relação construída ao longo de décadas com Wellington e sua família. O deputado lembrou que mantém vínculos políticos com o grupo desde a década de 1970 e afirmou que o senador do PL sempre esteve entre seus apoiadores eleitorais.

“Até tenho que ser grato, o Wellington votou em mim toda a vida, né? Desde quando ele entrou na política, desde quando ele foi eleito, ele é meu eleitor”, afirmou.

Júlio também recordou a proximidade política com João Baiano, pai de Wellington, especialmente durante sua campanha para deputado federal em 1978. Para o deputado, a trajetória construída entre as duas famílias também pesou na escolha para a eleição deste ano.

“O pai dele, João Baiano, foi meu grande aliado político em Rondonópolis, desde a minha campanha de deputado federal em 78. O pai do Wellington, o Wellington garoto já era meu eleitor. Votou em mim para ser governador, para ser senador, enfim, nós temos uma ligação, uma história de ligação sem fenômeno sentimental, familiar muito grande. Até por questão de gratidão, numa eleição que o Jayme não é candidato, a minha opção seria o Wellington Fagundes”, declarou.

A posição de Júlio ocorre após uma disputa interna no União Brasil sobre os rumos da legenda para a eleição estadual. A ala liderada por Jayme Campos defendia que o partido tivesse candidatura própria ao Governo, enquanto o grupo vencedor optou pela composição com Pivetta.

Na convenção, a proposta de apoiar o governador recebeu 30 votos, enquanto a candidatura própria obteve 19. Depois da derrota, Jayme afirmou que respeitaria o resultado, mas criticou a condução do encontro e classificou o processo como “draconiano”.