Ataque provocou o envio de um falso alerta de risco extremo para cerca de 30 milhões de celulares em junho
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou à Câmara dos Deputados que o responsável pelo envio de um alerta falso da Defesa Civil utilizou treinamentos disponibilizados pelo próprio governo para compreender o funcionamento da plataforma invadida.
A informação foi encaminhada aos parlamentares em resposta a um pedido de esclarecimentos sobre o episódio, que mobilizou milhões de brasileiros após um aviso falso ser disparado para celulares em diversas regiões do país.
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O incidente ocorreu entre a noite de 19 de junho e a madrugada de 20 de junho, quando aproximadamente 30 milhões de aparelhos receberam uma notificação de risco extremo. A mensagem continha a identificação "Misantropi4", nome atribuído ao invasor responsável pela ação.
Segundo o ministério, o ataque foi viabilizado pelo uso de credenciais legítimas de acesso à plataforma IDAP, que haviam sido expostas anteriormente. Além disso, o autor da invasão teria recorrido aos cursos oferecidos pelo próprio governo para aprender a operar o sistema utilizado pelas Defesas Civis.
A pasta informou ainda que, durante a apuração interna, foi identificado o compartilhamento de credenciais em um grupo da plataforma Telegram. Também foi constatada a exploração de uma vulnerabilidade de segurança, que, conforme o ministério, já foi corrigida.
Após detectar a invasão, o governo bloqueou imediatamente as contas utilizadas de forma irregular e retirou do ar um componente externo do sistema que poderia facilitar novos acessos indevidos.
Como parte das medidas para aumentar a proteção da plataforma, o ministério implementou autenticação em dois fatores, restringiu o acesso aos sistemas à rede interna e passou a exigir conexão por meio de VPN para os órgãos de Defesa Civil que utilizam a ferramenta.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que busca identificar os envolvidos na invasão e esclarecer de que forma o ataque foi executado.