Senador afirmou que não possui desavenças com o ex-governador, mas evitou confirmar se fará campanha em favor do companheiro de chapa
O senador Carlos Fávaro (PSD) descartou qualquer desavença com o ex-governador Pedro Taques (PSB), com quem dividirá a chapa na disputa pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado. Apesar de afirmar que ambos estão no mesmo projeto político, o parlamentar evitou confirmar se fará campanha pedindo votos para o aliado.
A declaração foi dada na noite de quinta-feira (30), durante a convenção da federação do campo progressista, realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá. O evento oficializou a candidatura de Fávaro à reeleição e marcou a retomada da aliança com Taques, depois de anos em lados opostos da política estadual.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
Em 2018, Fávaro rompeu com a gestão de Pedro Taques e deixou o governo para disputar o Senado na chapa encabeçada por Mauro Mendes (União), que derrotou o então governador ainda no primeiro turno.
Questionado sobre a convivência política com o antigo adversário, o senador afirmou que as divergências do passado não impediram a construção da atual aliança.
"Não tenho nenhum inimigo na política, nenhum. A gente pode ter divergências, em determinados momentos elas podem até aflorar, mas você tem que ter a capacidade de dialogar. Não tenho nenhum desentendimento com o Pedro Taques e torço para que ele faça uma bela campanha", declarou.
Fávaro também reconheceu que deixou o governo Taques por discordar da condução administrativa da época, mas ressaltou que as diferenças nunca ultrapassaram o campo político.
"Quando fui vice, não concordei com a forma como foi o governo, saí do governo, mas não deixei nenhum risco pessoal. Hoje são duas candidaturas que estão no mesmo palanque e o eleitor pode escolher entre um, outro ou até os dois", afirmou.
Ao ser perguntado se pretende pedir votos para Pedro Taques durante a campanha, o senador preferiu não responder de forma direta. Limitou-se a afirmar que o ex-governador integra a mesma chapa.
Também presente na convenção, Taques disse que não existe qualquer rivalidade entre os dois e classificou a aliança como uma construção política voltada ao projeto eleitoral.
"Não tem questão com o Fávaro. Eu não sou inimigo do Fávaro. Ele não é meu inimigo", afirmou.
Sobre a possibilidade de realizarem campanha conjunta, o ex-governador disse que a estratégia ainda será discutida, mas ponderou que o apoio precisa ocorrer de forma espontânea.
"Essa é uma conversa que nós vamos fazer. É muito interessante que nós possamos um pedir voto para o outro. Espero que isso ocorra. Mas eu não posso obrigar ninguém a pedir voto para mim. Eu tenho que conquistar o cidadão. É isso que eu vou fazer. Cada eleição é uma eleição. O voto que você teve, você não tem mais. Vou andar as ruas, conversar com o cidadão e mostrar o que é melhor para o Brasil", declarou.
Durante a convenção, a coligação homologou Carlos Fávaro e Pedro Taques como candidatos ao Senado. A chapa majoritária também terá a médica Natasha Slhessarenko (PSD) como candidata ao Governo de Mato Grosso e o advogado Diogo Botelho (PDT) na disputa pela vice-governadoria.