Vereador Wanderley Cerqueira pede transparência sobre movimentações no orçamento municipal e cita problemas enfrentados pela população em áreas como saúde, água e infraestrutura
O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), cobrou nesta quarta-feira (10) mais transparência da Prefeitura sobre a destinação de cerca de R$ 500 milhões remanejados do orçamento municipal. Segundo o parlamentar, a gestão precisa detalhar onde os recursos estão sendo aplicados diante das constantes reclamações da população sobre problemas em áreas essenciais.
Durante o posicionamento, Wanderley destacou que o orçamento de Várzea Grande supera R$ 2,3 bilhões em 2026 e defendeu que qualquer novo pedido de remanejamento venha acompanhado de informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos. Para ele, a transparência é fundamental para garantir o controle dos gastos públicos.
“Cinco por cento não é pouco. O orçamento deste ano é de R$ 2 bilhões e 37 milhões. R$ 100 milhões não é pouco. É muito dinheiro para quem não está fazendo nada. Não é uma decisão definitiva. Se ela solicitar mais, a Câmara vai analisar”, declarou o parlamentar.
Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)
O presidente da Câmara também afirmou que as cobranças da população continuam chegando ao Legislativo, especialmente em relação à situação das ruas, ao abastecimento de água e aos serviços de saúde. Segundo ele, diante das demandas existentes, é necessário que a administração municipal apresente de forma clara onde os recursos estão sendo investidos.
“O que a Câmara quer fazer é fiscalizar, saber para onde está indo o dinheiro. Porque o que não pode é ter pronto-socorro fechando portas com R$ 2 bilhões e 37 milhões de orçamento. Você vê a cidade toda esburacada, até hoje não gastou R$ 2 milhões com tapa-buracos. É uma situação complicada”, afirmou.
Nas últimas semanas, discussões sobre remanejamentos de recursos e suplementações orçamentárias têm provocado divergências entre o Legislativo e o Executivo municipal.