PRIMEIROS JINGLES

Do “Tropa de Elite” ao estilo cuiabano: candidatos lançam jingles de campanha; VEJA

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Do “Tropa de Elite” ao estilo cuiabano: candidatos lançam jingles de campanha; VEJA
Foto: Reprodução /Montagem

Músicas publicados nas redes sociais apostam em refrões fáceis, repetição dos nomes e características que os candidatos querem associar às suas imagens

Com o início oficial da campanha eleitoral, os candidatos começaram a ocupar as redes sociais com uma das estratégias mais tradicionais da disputa: os jingles. As músicas são usadas para apresentar os nomes aos eleitores, reforçar características pessoais e criar uma identidade própria para cada campanha.

Entre os materiais que já começaram a circular em Mato Grosso, duas propostas chamam atenção pela diferença de linguagem adotada. Enquanto o candidato Cabo Menegatti aposta em uma estética associada ao universo militar e à ação policial, o professor Haroldo Arruda Jr. explora referências à identidade cuiabana e à proximidade com o eleitor.

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No caso de Cabo Menegatti, o jingle utiliza elementos que remetem à trilha sonora e ao imaginário de “Tropa de Elite”. A letra incorpora expressões como “missão dada, missão cumprida” e apresenta o candidato como alguém disposto a “dar um jeito” diante das dificuldades.

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A composição também trabalha diretamente a imagem do candidato ligado à segurança e à disciplina. O refrão repete o nome de Menegatti e reforça a ideia de compromisso, enquanto versos como “o caminho é correto e o recado é direto” procuram associar sua candidatura a uma postura objetiva.

A música ainda utiliza uma construção típica dos jingles eleitorais, com repetição do nome do candidato e frases curtas, buscando facilitar a memorização por parte do público.

 Identidade cuiabana

Já o professor Haroldo Arruda Jr. segue uma linha diferente. O jingle apresentado nas redes sociais aposta principalmente em elementos ligados à origem cuiabana do candidato e à ideia de proximidade com a população.

A composição o apresenta como “cuiabano” e “gente como a gente”, explorando uma linguagem mais popular e regional. A música também utiliza expressões como “não tem papai, não tem chupeta”, em uma tentativa de construir uma imagem de candidato que teria chegado à disputa por conta própria.

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Além da identidade regional, o material inclui temas que fazem parte do discurso eleitoral do candidato, como fortalecimento do agronegócio, redução da burocracia, segurança, geração de empregos e energia.

O refrão, marcado pela repetição do nome de Haroldo, segue a fórmula tradicional dos jingles políticos: uma melodia simples, frases curtas e repetição para facilitar a associação entre o candidato e a campanha.

 Música como identidade de campanha

Os dois materiais mostram como os jingles podem assumir funções diferentes durante uma campanha. Mais do que simplesmente apresentar o nome do candidato, as músicas procuram estabelecer uma personalidade para a candidatura.

No caso de Menegatti, a aposta está em referências à ação, disciplina e cumprimento de missão. Já Haroldo utiliza elementos regionais e uma linguagem popular para reforçar a imagem de proximidade com o eleitor e suas raízes cuiabanas.

Com a campanha apenas no início, outros candidatos também devem apresentar suas músicas e peças de divulgação nas próximas semanas. Como nem todos os jingles foram disponibilizados publicamente até o momento, ainda não é possível traçar um panorama completo sobre as estratégias musicais adotadas pelos concorrentes.