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Abilio compara eventual novo governo Lula ao segundo mandato de Emanuel em Cuiabá

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Abilio compara eventual novo governo Lula ao segundo mandato de Emanuel em Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini - Foto: Reprodução / Emanoele Daiane

Prefeito de Cuiabá afirma que próximo presidente terá de enfrentar desequilíbrio fiscal, endividamento e possíveis impactos no agronegócio

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o próximo presidente da República encontrará um cenário fiscal difícil, independentemente de quem vencer a eleição de outubro. Ao comentar a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o prefeito disse acreditar que uma eventual vitória de seu correligionário permitiria uma recuperação mais rápida das contas públicas.

A declaração foi dada nesta semana, durante conversa com jornalistas. Abilio afirmou que o país enfrenta problemas relacionados ao endividamento e ao desequilíbrio entre receitas e despesas e comparou o cenário nacional à situação encontrada por ele ao assumir a Prefeitura de Cuiabá, em janeiro de 2025.

Segundo o prefeito, o próximo chefe do Executivo federal terá de adotar medidas difíceis para reorganizar as contas. Na avaliação dele, porém, os impactos seriam menores caso Flávio Bolsonaro vença a eleição.

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“Qualquer um que seja o próximo governante vai enfrentar dificuldades no início do seu mandato. Se for o Lula, a gente vai sofrer muito, muito. Se for o Flávio, a gente vai sofrer menos”, afirmou.

Abilio também apontou o que considera um problema de curto prazo nas contas públicas, citando a possibilidade de as despesas superarem as receitas. Ele acrescentou que fatores climáticos e eventuais impactos sobre o agronegócio poderiam aumentar as dificuldades econômicas no próximo ano.

Ao fazer a comparação com Cuiabá, o prefeito afirmou que sua administração teria conseguido reorganizar parte das contas municipais depois de assumir a Prefeitura em meio a dificuldades financeiras.

“Hoje a gestão está mais equilibrada, as coisas estão mais acertadas, Cuiabá já está se recuperando das dificuldades que tem, e o Brasil está cada dia mais afundando com o Governo Federal”, declarou.

Durante a entrevista, Abilio também criticou a possibilidade de Lula conquistar um novo mandato. Na avaliação do prefeito, caso seja reeleito, o petista poderia perder incentivos políticos para manter o foco na gestão ao longo do segundo mandato.

Para sustentar o argumento, Abilio fez uma comparação com a administração do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro. Segundo ele, a situação poderia se repetir em âmbito nacional caso Lula seja reeleito.

“Eu temo pelo governo brasileiro que, se nós estivermos na mão de um governo como o do Lula, que não vai estar mais preocupado com reeleição, que não vai mais estar preocupado com nada, é que nem o mandato 2 do Emanuel”, afirmou.

Abilio também criticou a condução fiscal do governo federal e disse que, em sua avaliação, Lula estaria priorizando a própria permanência no cargo.

Um dos números citados pelo prefeito foi o de aproximadamente R$ 10 trilhões em dívida. O dado, porém, exige uma ressalva: esse montante não corresponde exclusivamente a uma suposta dívida de curto prazo do governo federal.

O indicador relacionado a esse valor é a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que reúne obrigações dos diferentes níveis de governo. Portanto, não se trata de uma dívida atribuível somente à União. Dados oficiais do Banco Central acompanham a DBGG como um indicador das finanças públicas do conjunto do Governo Geral.

Apesar das críticas ao cenário econômico, Abilio afirmou que vê Flávio Bolsonaro como uma opção capaz de enfrentar as dificuldades fiscais.

O prefeito citou as propostas apresentadas pelo senador e disse acreditar que o objetivo de uma eventual administração seria reorganizar as contas e recuperar o equilíbrio econômico.

“As propostas dele, o objetivo do Flávio, o objetivo dele é realmente reequilibrar a economia e reorganizar o Brasil. Então, as propostas dele são muito boas”, afirmou.

A declaração ocorre em meio à corrida presidencial, na qual Abilio vem manifestando apoio ao senador Flávio Bolsonaro.