Advogado Cláudio Dalledone afirma que divergência anterior com Mônica Perri pode comprometer a condução do julgamento, marcado para 22 de outubro
A defesa de Marcos Paccola tenta novamente alterar os preparativos para o julgamento do ex-vereador, acusado pela morte do policial penal Alexandre Miyagawa de Barros, ocorrida em Cuiabá, em julho de 2022. O advogado Cláudio Dalledone apresentou uma série de pedidos antes da sessão do Tribunal do Júri, atualmente prevista para 22 de outubro.
Entre as solicitações está a retirada da juíza Mônica Perri da condução do julgamento. A medida tem como argumento uma divergência anterior entre a magistrada e o próprio advogado, ocorrida durante outro Tribunal do Júri, em dezembro de 2025. Na ocasião, Dalledone atuava na defesa do investigador Mário Wilson Gonçalves e também havia questionado a permanência de Perri no caso.
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A controvérsia chegou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde permanece em análise. Para a defesa de Paccola, o episódio anterior pode interferir na condução do novo julgamento e, por isso, justificaria a substituição da magistrada.
Além de questionar a juíza, Dalledone solicita que a defesa tenha acesso integral aos materiais recolhidos durante a investigação. O pedido inclui celulares, arquivos digitais e outros elementos apreendidos. A equipe também quer que as armas recolhidas sejam submetidas a exames e pretende substituir uma das testemunhas por um profissional com conhecimento técnico.
A data atual do júri foi definida depois de uma primeira tentativa de julgamento ser cancelada. A sessão estava inicialmente prevista para 27 de agosto, mas acabou suspensa após os advogados que anteriormente defendiam Paccola deixarem o caso.
Agora, o próprio Dalledone aponta outro obstáculo para a realização do julgamento em 22 de outubro: segundo ele, já existe outro júri marcado para a mesma data, no Rio de Janeiro. Por isso, a defesa também pede que a sessão de Paccola seja novamente remarcada.
O ex-vereador responde pela morte de Alexandre Miyagawa, atingido por três disparos durante uma confusão no bairro Quilombo. Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, os tiros atingiram o policial penal pelas costas e ele não teria tido oportunidade de reagir. Alexandre morreu ainda no local.
Após o episódio, Paccola perdeu o mandato de vereador por decisão da Câmara Municipal de Cuiabá.