CHAMADO DE "MELANCIA"; VEJA VÍDEO

Wellington Fagundes afirma ser bolsonarista e desafia eleitor a comparar trajetórias

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Wellington Fagundes afirma ser bolsonarista e desafia eleitor a comparar trajetórias
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes - Foto: Reprodução / Saulo Cruz/Agência Senado

Candidato afirma ser um “municipalista convicto” e promete governar para os 142 municípios, independentemente da legenda dos prefeitos

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), reagiu às críticas que o associam ao apelido de “melancia” expressão usada por adversários para sugerir que ele seria bolsonarista apenas na aparência, mas manteria posições alinhadas ao campo petista.

Durante manifestação sobre a disputa eleitoral, Wellington afirmou que sua trajetória política demonstra o contrário e reforçou a proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a relação que manteve com governos do PT ocorreu em razão da orientação partidária nacional e da necessidade de buscar recursos para Mato Grosso, independentemente da legenda que estivesse no comando do país.

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O senador também disse que nunca condicionou sua atuação política à identidade partidária do governo de ocasião. Para ele, o mandato deve ser utilizado para defender os interesses do Estado e garantir investimentos aos municípios.

Wellington lembrou que, ao longo de sua trajetória no Congresso Nacional, manteve diálogo com diferentes presidentes da República. Ele citou os processos de impeachment de Fernando Collor e Dilma Rousseff e afirmou que, nos dois casos, tomou posição de acordo com o entendimento que tinha naquele momento.

“Eu não olho para o partidário depois de eleito. E quero repetir, o voto é uma confiança que o eleitor deposita no político. E a melhor forma de retribuir essa confiança é o trabalho”, afirmou.

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O candidato também minimizou o impacto político do apelido e sugeriu que os eleitores comparem sua atuação parlamentar com a trajetória do adversário na disputa pelo Palácio Paiaguás, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Ao defender seu perfil municipalista, Wellington afirmou que sua atuação alcançou os municípios de Mato Grosso e criticou o que considera uma participação menor de Pivetta nesse campo. O senador disse que, caso seja eleito governador, pretende manter uma relação institucional com todas as prefeituras, sem levar em consideração a filiação partidária dos gestores.

“Eu sou um municipalista convicto e eu não vou discriminar qual prefeito de qual partido ele é”, declarou.

Wellington também reafirmou seu apoio a Jair Bolsonaro e destacou que participou das articulações para a filiação do ex-presidente ao PL. Na avaliação do senador, a chegada de Bolsonaro fortaleceu a legenda e contribuiu para o crescimento da bancada do partido no Congresso Nacional.

Além de defender sua ligação com Bolsonaro, Wellington afirmou que pretende trabalhar pela eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração reforça a estratégia do candidato de vincular sua campanha ao grupo político do ex-presidente em meio à disputa pelo Governo de Mato Grosso.