Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu quatro incêndios florestais e mantém outros três sob controle nas últimas 24 horas. As equipes seguem, nesta sexta-feira (210, no combate a 12 incêndios nos municípios de Jangada, Santo Antônio de Leverger, Ribeirão Cascalheira, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Santa Carmem, São José do Rio Claro e Paranatinga.
Os incêndios extintos estavam localizados nos municípios de Feliz Natal, Colniza, Santa Terezinha e Matupá. Já os incêndios classificados como controlados não apresentam risco imediato de propagação, por estarem restritos a áreas consideradas seguras, estão localizados em Paranatinga, em que há ocorrências às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana; outra ocorrência próxima da MT-020. Há ainda um incêndio controlado em Nova Santa Helena.
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Nessas localidades, ainda há focos isolados e as equipes permanecem mobilizadas no monitoramento das áreas, com atenção a possíveis reignições e a eliminação de eventuais focos remanescentes. Em Nova Santa Helena, o incêndio teve início em uma área de assentamento sob responsabilidade da União, onde o combate foi realizado pelos bombeiros. Por se tratar de uma área de competência federal, o CBMMT solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate até a extinção total das chamas. Não houve retorno à solicitação.
As equipes seguem mobilizadas no combate ao incêndio em Jangada, onde um único foco permanece ativo, porém contido. As ações realizadas têm como prioridade a proteção das propriedades rurais, a redução da intensidade das chamas e a eliminação de possíveis pontos de reignição. A operação conta com o empenho de 17 militares, sete viaturas, uma pá-carregadeira e um caminhão pipa, além de duas aeronaves, que atuam no combate direto às chamas, no monitoramento da área e na prevenção da propagação do incêndio.
Até o momento, as aeronaves já totalizam cerca de 18 horas de voo e lançaram aproximadamente 146 mil litros de água sobre as áreas atingidas, contribuindo para a redução da intensidade do incêndio e o controle dos focos ativos. A concessionária responsável pela rodovia também participa da operação, com apoio às margens da BR-364.
Os militares permanecem empenhados ainda no combate a incêndios nos municípios de Santo Antônio de Leverger e Paranatinga, onde as equipes atuam em duas ocorrências em cada cidade, além dos municípios de Ribeirão Cascalheira, Cláudia, Peixoto de Azevedo, Matupá, Água Boa, Santa Carmem e São José do Rio Claro.
Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. As operações contam, quando necessário, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. As forças atuam de forma integrada, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 41 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 16 focos de calor foram registrados na Amazônia, e 25 no Cerrado.
Em Terras Indígenas, foram identificados 16 focos de calor, sendo oito focos na Terra Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; dois na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; dois na Terra Indígena Maraiwatsede, em Alto Boa Vista; dois na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande; um na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte; e um na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).