Em estado grave, sem falar e com paralisia, bombeiro teria conseguido vaga no Hospital Central, mas família denuncia que a UPA estaria impedindo o encaminhamento
Familiares do bombeiro militar A.C.N., de 36 anos, voltaram a cobrar respostas sobre o atendimento recebido pelo paciente, que permanece em estado grave na UPA do Cristo Rei, em Várzea Grande. Depois de dias de incerteza, a família conseguiu a confirmação de uma vaga no Hospital Central, em Cuiabá. O problema agora, segundo os familiares, é conseguir que a transferência seja efetivada.
A irmã do paciente, que pediu para não ser identificada, contou à reportagem que o bombeiro permaneceu internado por quatro dias no Hospital Central e recebeu alta no último sábado (8). Segundo ela, a família foi informada de que o quadro estava controlado.
Na segunda-feira (10), porém, o estado de saúde do militar teria piorado de forma significativa. Conforme o relato da irmã, ele sofreu uma convulsão em casa, caiu no chão e começou a se debater. Diante da situação, a família o levou imediatamente para a UPA do Cristo Rei.
Segundo a familiar, os profissionais que avaliaram o paciente questionaram a alta concedida anteriormente e classificaram o quadro como grave.
“Não, ele não devia ter saído do hospital, o caso dele é muito grave”, teriam afirmado os médicos, conforme o relato da irmã.
Na unidade, novos exames teriam apontado uma infecção em nível elevado, além de alterações preocupantes nos batimentos cardíacos. A família também afirma que o coração do paciente estaria batendo muito lentamente.
A irmã questiona se a infecção já poderia estar presente quando o bombeiro recebeu alta do Hospital Central.
“Então, ele já saiu do Hospital Central com essa infecção, porque não tem como de sábado até terça ele ter adquirido uma infecção e estar tão forte assim”, afirmou.
O caso ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (12). Segundo a família, uma vaga para o paciente foi finalmente conseguida no Hospital Central. Apesar disso, a transferência ainda não teria sido realizada.

De acordo com os familiares, a UPA do Cristo Rei estaria impedindo ou retardando o encaminhamento do paciente para a unidade hospitalar. A família afirma que busca informações sobre o que está acontecendo, mas estaria sem respostas claras.

Ainda segundo o relato, o médico responsável pelo caso não estaria mais sendo localizado pelos familiares. “Ele sumiu”, relatou a irmã, ao descrever a dificuldade para obter informações sobre a transferência.
Enquanto aguarda o encaminhamento, o bombeiro permanece na UPA do Cristo Rei, segundo a família, em estado grave. A irmã afirma que ele deixou de falar e apresenta paralisia após a piora do quadro.
O novo impasse levanta um questionamento: se a vaga no Hospital Central já foi disponibilizada, por que o paciente ainda não foi transferido?
Confira a nota na integra da Secretaria de Saúde de Várzea Grande
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande informa que a vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foi disponibilizada na tarde desta quarta-feira (12) pela Central de Regulação do Estado, para transferência ao Hospital Central.
A direção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei já está realizando os trâmites necessários para a transferência do paciente.