Operação integrada localizou esconderijo de faccionados em Guatá, distrito de Colniza; armas, celulares e materiais ligados ao tráfico foram apreendidos
Dois suspeitos apontados como integrantes de uma facção criminosa morreram durante um confronto com equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na noite desta quinta-feira (25), no distrito de Guatá, em Colniza, Mato Grosso, durante a Operação Território Livre. A ação faz parte das investigações sobre o sequestro e cárcere privado de comerciantes ocorrido na região na última segunda-feira (22).
Segundo a Polícia Militar, as equipes do Bope, em conjunto com o 8º Comando Regional e a Polícia Judiciária Civil de Colniza, receberam informações de que os envolvidos estariam escondidos em uma residência no distrito. Durante a tentativa de abordagem, um dos suspeitos fugiu para o interior do imóvel efetuando disparos contra os policiais, que reagiram à agressão.
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Na sequência, outro homem foi localizado armado dentro da residência e, conforme a PM, também reagiu à abordagem. Os dois foram baleados, socorridos até a unidade de saúde do distrito, mas não resistiram aos ferimentos.
Os mortos foram identificados apenas pelas iniciais N.V.S.G., conhecido pelos apelidos "Tornado" ou "Red Bull", e A.S.S., conhecido como "Madruga".
Durante as buscas, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 12, um revólver calibre .38, quatro aparelhos celulares, entre eles um pertencente à proprietária do estabelecimento onde ocorreu o crime, roupas utilizadas na ação criminosa, R$ 57 em dinheiro, duas balanças de precisão e dois cadernos com anotações relacionadas ao tráfico de drogas.


Reprodução: Assessoria Bope
Todo o material foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Colniza, que dará continuidade às investigações.
As diligências tiveram início após denúncias de que criminosos ligados a uma facção mantiveram vítimas em cárcere privado e praticaram agressões e extorsões contra comerciantes da região. De acordo com informações divulgadas pelas forças de segurança, as vítimas foram obrigadas a realizar transferências bancárias para contas de terceiros sob ameaça e violência.
Reprodução: Assessoria Bope