Candidato diz que ausência ocorreu por conflito de agenda e cita presença do vice no evento
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) afirmou que compromissos de campanha impediram sua participação no lançamento da candidatura de José Medeiros (PL) ao Senado, realizado na última quinta-feira (17), em Cuiabá. Ele também contestou a versão de que não teria sido convidado para o encontro.
A ausência de Wellington ganhou repercussão depois que o empresário Odílio Balbinotti, primeiro suplente de Medeiros, declarou acreditar que o candidato ao Governo não havia recebido convite. Na ocasião, Balbinotti relacionou o distanciamento entre os grupos às divergências provocadas pela entrada do MDB na coligação.
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Ao comentar o episódio nesta quarta-feira (23), Wellington apresentou outra versão. Segundo ele, o próprio Medeiros declarou que o evento era público e aberto aos integrantes do grupo.
“O próprio Medeiros negou, disse que a reunião era pública e esse convite foi feito para todos. Mas minha agenda é extremamente intensa, estou fazendo a Capital e o interior. É humanamente impossível você estar em todo lugar”, afirmou Wellington.
O candidato também destacou que, apesar de não ter comparecido pessoalmente, sua chapa estava representada no encontro por Reinaldo Morais (Novo), o Rei do Porco, candidato a vice-governador. Reinaldo participou do ato e, durante seu discurso, pediu votos para Wellington, Medeiros e Flávio Bolsonaro.
“Lá estava meu vice, o Reinaldo, me representando. E ele é um legítimo representante indicado pelo Bolsonaro, pela Michelle Bolsonaro e pelo meu partido homologado em convenção. Então, não tem nada mais legítimo do que alguém que compõe a majoritária para me representar. Por exemplo, hoje ele está em todo o interior, enquanto eu estou aqui na Capital”, declarou.
A explicação ocorre em meio ao distanciamento público entre os grupos de Wellington e Medeiros durante a campanha. Embora os dois sejam filiados ao PL e integrem a mesma composição eleitoral, seus núcleos vêm realizando agendas separadas.
A principal divergência envolve a presença do MDB na coligação. Balbinotti afirmou que o grupo de Medeiros sempre foi contrário à entrada da legenda e declarou que, diante da composição, decidiu conduzir a campanha ao Senado de forma independente.
No lançamento da candidatura de Medeiros, o nome de Wellington teve pouco espaço nos discursos. Reinaldo foi uma das lideranças que pediu explicitamente votos para o candidato do PL ao Governo. Já Medeiros, ao ser questionado sobre a ausência do correligionário, não esclareceu se houve um convite pessoal e afirmou que o evento era público e que todos estavam convidados.
Apesar de integrarem a mesma legenda e coligação, o episódio voltou a evidenciar as divergências entre os dois grupos na condução da campanha eleitoral em Mato Grosso.