Procurada desde 2025, foragida acumula seis mandados de prisão e mais de 260 anos em condenações
Mudanças na aparência e uma identidade falsa teriam sido algumas das estratégias usadas por Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, durante o período em que permaneceu escondida na Bolívia. Procurada pela Justiça de Mato Grosso, ela acabou presa nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra.
Nesta quarta-feira (23), o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelou novos detalhes sobre a localização da foragida e as dificuldades enfrentadas para confirmar sua identidade.
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De acordo com o delegado, Angélica passou por pelo menos cinco intervenções estéticas enquanto estava fora do Brasil. Os procedimentos teriam se concentrado principalmente na região do rosto e são investigados como uma possível tentativa de modificar seus traços físicos para evitar que fosse reconhecida.
“Provavelmente ela tentava alterar a feição para que não fosse reconhecida. Em fotos divulgadas, ela aparece com curativos”, afirmou.
Angeliquinha estava fora do sistema prisional desde agosto de 2025, quando conseguiu fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. As investigações apontaram posteriormente que ela havia se estabelecido em Santa Cruz de la Sierra.
Contra ela havia seis ordens de prisão pendentes. As penas impostas em diferentes processos ultrapassam, juntas, 260 anos de prisão, relacionadas a crimes como homicídio, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
A escolha da cidade boliviana para permanecer escondida também chamou a atenção dos investigadores. Conforme Victor Hugo, Santa Cruz de la Sierra concentra estabelecimentos que oferecem diferentes tipos de intervenções estéticas. Para a polícia, esse recurso pode ser utilizado por pessoas procuradas para dificultar o trabalho de identificação.
“É uma prática comum entre criminosos, sobretudo foragidos, que sabem que têm mandado de prisão em aberto, e líderes de organização criminosa”, afirmou.
Ao explicar esse tipo de estratégia, o delegado mencionou episódios envolvendo criminosos de outros países que também teriam alterado a aparência durante períodos de fuga.
“Temos, por exemplo, o Juan Carlos Ramírez Abadía, que foi preso no Paraguai com essa mesma iniciativa, e membros de cartel mexicano. Então, é uma prática de organização criminosa: desfigurar o rosto por meio de cirurgias estéticas para alterar a feição”, completou.
Mesmo depois de ser localizada, Angélica ainda teria tentado impedir que