Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) admitiu publicamente a possibilidade de uma composição política com o senador Jayme Campos (União), também colocado como pré-candidato na corrida estadual.
A estratégia prevê apoio mútuo entre os dois grupos, inclusive em um eventual segundo turno.
Durante entrevista ao programa Resumo do Dia, da TV Rondon, Wellington afirmou que o entendimento entre ambos já foi discutido diversas vezes, e que existe disposição para que aquele que estiver em melhores condições eleitorais receba o apoio do outro ao longo do processo.
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“Conversamos, sim, muitas vezes [sobre um acordo]. Nos damos muito bem. O Jayme é pretenso candidato. Agora, a gente sempre conversou é que quem estiver na frente, pode ser no primeiro turno ou no segundo, dessa possibilidade de apoiar o outro”, disse.
A declaração reforça articulações que vêm sendo construídas nos bastidores desde o início do ano.
Em janeiro, Jayme Campos revelou a existência de um entendimento entre os dois senadores para avaliar o cenário eleitoral antes das convenções partidárias e, a partir daí, definir qual candidatura teria prioridade dentro do grupo.
Questionado sobre a possibilidade de ter a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, como vice em uma eventual chapa, Wellington elogiou a trajetória política dela, mas reconheceu que a filiação ao União Brasil pode representar um obstáculo para a composição.
Além dos desafios partidários, uma aliança com a família Campos também poderia gerar desconforto dentro do próprio PL.
Lideranças da legenda, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, mantêm posicionamentos críticos ao grupo político liderado por Jayme Campos.
Mesmo diante dessas divergências, Wellington sinalizou que a relação construída ao longo da trajetória política fala mais alto.
“Eu comecei a minha vida, primeiro mandato, junto com ele, sempre trabalhei junto. Então, não posso negar os meus amigos de trabalho. E eu tenho cada parlamentar, cada político como um amigo de trabalho, mesmo sendo de outro partido”, afirmou.
RESISTÊNCIA
Enquanto Wellington busca ampliar sua base de apoio, Jayme enfrenta resistência dentro do próprio União Brasil.
Parte da sigla, ligada ao ex-governador Mauro Mendes, defende que o partido esteja alinhado ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A definição sobre o posicionamento do União Brasil deverá ocorrer durante a convenção partidária, prevista para acontecer entre julho e agosto, quando o partido decidirá se terá candidatura própria ao Governo ou se integrará outro projeto político para as eleições estaduais.