SECRETÁRIO PRESSIONADO; VEJA VÍDEO

Vereadora cobra explicações sobre suposto superfaturamento de livros e obras paradas

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Vereadora cobra explicações sobre suposto superfaturamento de livros e obras paradas
Foto: Reprodução / Câmara de Cuiabá

Parlamentar afirma que, caso Reginaldo não compareça voluntariamente, comissão poderá recorrer à convocação formal

A vereadora Michelly Alencar, vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Cuiabá, afirmou nesta terça-feira (3) que o secretário municipal de Educação, Reginaldo, poderá ser convocado formalmente pelo Legislativo caso não compareça à próxima reunião do colegiado. Segundo a parlamentar, o gestor já recebeu aproximadamente cinco convites para prestar esclarecimentos sobre a compra de livros pela Prefeitura, alvo de questionamentos por suspeitas de irregularidades e superfaturamento.

Em entrevista concedida na Câmara, Michelly relatou que os vereadores tentam ouvir o secretário desde que as denúncias sobre a aquisição dos materiais vieram à tona. Ela própria participou de uma fiscalização relacionada ao caso e afirmou que, até agora, as tentativas de obter explicações diretamente do responsável pela pasta não tiveram resultado.

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“Nós fizemos aí mais ou menos uns cinco convites pro secretário Reginaldo. Assim que estourou aquela bomba, né, e foi feita a fiscalização, eu estava na fiscalização”, declarou.

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Vídeo: Danilo Figueiredo

De acordo com a vereadora, o primeiro convite foi encaminhado na semana seguinte à fiscalização, com o objetivo de esclarecer quais providências seriam adotadas pela administração municipal diante dos questionamentos sobre a compra. Como o secretário não compareceu, novas solicitações foram feitas nos meses seguintes.

A possibilidade de uma convocação obrigatória passou a ser discutida na última reunião da comissão, realizada em outubro. Michelly explicou que os integrantes do colegiado decidiram dar mais uma oportunidade para que o gestor compareça voluntariamente, antes de recorrer ao instrumento formal.

“Na última reunião de outubro, nós nos posicionamos que, se ele não viesse agora no início de novembro, haveria uma convocação obrigando ele a estar no plenário”, afirmou.

A parlamentar também revelou que houve divergências entre os vereadores sobre a necessidade de endurecer a cobrança. Segundo ela, Mário Nadaf, apontado como próximo ao prefeito Abílio Brunini (PL), vinha defendendo novas tentativas de diálogo antes de uma convocação.

“Até então o vereador Mário Nadaf, que está mais próximo ao prefeito, estava um pouco resistente. ‘Vamos tentar mais uma vez, vamos tentar mais uma vez’”, relatou.

Michelly afirmou, entretanto, que os membros da comissão chegaram a um entendimento sobre a necessidade de ouvir o secretário. Segundo ela, Reginaldo já sinalizou que pretende comparecer à próxima reunião, prevista para a semana seguinte.

“Todos nós entendemos que é necessário e, se ele não viesse agora, se não me engano está marcado para a semana que vem a reunião da Comissão de Educação, se ele não estivesse aqui, nós iríamos convocar”, explicou.

Além dos questionamentos sobre a aquisição dos livros, a vereadora pretende cobrar informações sobre a situação das obras em unidades escolares da capital. Conforme relatou, a Câmara recebeu documentos apontando problemas estruturais em escolas e paralisações de serviços que deveriam melhorar as condições de ensino.

Michelly afirmou que o colegiado quer conhecer o planejamento da Secretaria de Educação para concluir as intervenções e solucionar as dificuldades enfrentadas pelas unidades.

“Então, acho que nesse momento a prioridade é que ele venha, não só para falar da questão do superfaturamento na compra dos livros, livros que não precisavam ser comprados e foram, e tudo aquilo que vocês já sabem, aquele rombo, mas também como que tá a previsão das obras que começaram e a gente não teve mais andamento nessas obras da educação”, declarou.

A parlamentar acrescentou que existem relatórios sobre escolas em condições precárias e que a comissão pretende solicitar um cronograma atualizado para a conclusão das obras.

“Muitas escolas tiveram obras paradas, nós temos relatórios de escolas em situações muito precárias, então a gente quer também um panorama desse cronograma aí de encerramento das obras”, concluiu.

As suspeitas de superfaturamento e de aquisição desnecessária de livros foram mencionadas pela vereadora durante a entrevista. As informações apresentadas não permitem concluir que as irregularidades tenham sido comprovadas.