Candidato ao Governo de MT diz que restrições impostas à campanha presidencial podem fortalecer Renan Santos nas eleições
O candidato ao Governo de Mato Grosso Rafaell Milas (Missão) classificou como uma “perseguição” a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia imposto restrições à campanha presidencial de Renan Santos, também do Missão. Durante a chegada ao debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (1º), Milas afirmou que a medida poderá acabar fortalecendo eleitoralmente o presidenciável.
Em uma comparação com um dos episódios mais marcantes da campanha presidencial de 2018, Milas afirmou que a decisão contra Renan poderá ter efeito semelhante ao atentado sofrido pelo então candidato Jair Bolsonaro.
“Eu acho que vai ser a facada do Bolsonaro no Renan Santos”, afirmou.
Na avaliação de Milas, a decisão foi desproporcional por atingir as redes sociais e restringir a participação de Renan em atos eleitorais. O candidato também questionou o fato de a determinação ter sido tomada de forma monocrática.
“Claramente foi exagerado tirar as redes do Renan, tirar a campanha eleitoral. Ali mostrou claramente que o Toffoli, que foi advogado do Lula, foi nomeado pelo Lula, e o Renan foi o único, o único do nosso movimento que fizemos quatro manifestações pedindo a prisão do Toffoli, revelando o acordo entre Toffoli e o Vorcaro”, afirmou Milas.
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Críticas a Toffoli
O candidato mato-grossense também relacionou a decisão ao histórico de críticas feitas pelo MBL ao ministro Dias Toffoli. Milas citou manifestações promovidas pelo movimento e afirmou que Renan Santos já havia participado de atos públicos contra o magistrado.
Segundo Milas, esse contexto deveria ser considerado diante da decisão tomada pelo TSE.
“O MBL denuncia, o Renan denuncia esse cara, e esse cara, de ofício, de maneira monocrática, vai lá e tira as redes do cara, tira o cara do jogo. Isso claramente é perseguição”, declarou.
Com a decisão desta terça-feira (1º), Toffoli flexibilizou parte das restrições impostas anteriormente e autorizou Renan Santos a retomar atividades de campanha que haviam sido suspensas. O candidato voltou a poder utilizar os perfis de redes sociais informados à Justiça Eleitoral, participar de debates, entrevistas e outros eventos eleitorais. A decisão também alterou as regras relacionadas ao financiamento da campanha.
A determinação inicial havia sido tomada após o ministro apontar indícios de irregularidades envolvendo os perfis de redes sociais declarados pela chapa de Renan Santos e Aroldo Medina no registro eleitoral. Segundo informações divulgadas sobre o caso, 16 perfis utilizados pela campanha não teriam sido informados inicialmente à Justiça Eleitoral.
Pelas regras eleitorais, os candidatos devem declarar os canais oficiais utilizados durante a campanha. A inclusão posterior de perfis levantou questionamentos porque, segundo a decisão, conteúdos publicados nesses canais poderiam alcançar maior número de usuários por meio dos algoritmos das plataformas antes de serem submetidos aos mecanismos de fiscalização previstos pela legislação eleitoral.
Com a nova decisão, parte das restrições foi retirada, mas o caso continua sob análise da Justiça Eleitoral.