SENTENÇA DE MORTE

Preso na PCE teria ordenado execução de homem durante evento em Campo Novo

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Preso na PCE teria ordenado execução de homem durante evento em Campo Novo
Wanderson Ramos do Espírito Santo, de 47 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (5), durante o Fit Etno Brasil - Foto: Reprodução

Suspeitos, de 21 e 16 anos, afirmaram à PM que receberam R$ 2 mil cada para matar Wanderson, que teria causado prejuízo de R$ 200 mil à facção; vítima teria sido monitorada por quatro dias

Wanderson Ramos do Espírito Santo, de 47 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (5), durante o Fit Etno Brasil, realizado no Estádio Municipal Ary Tomazelli, em Campo Novo do Parecis, Mato Grosso. Dois suspeitos, de 21 e 16 anos, foram detidos após o crime e, segundo a Polícia Militar, confessaram participação na execução.

Conforme o boletim de ocorrência, os suspeitos disseram aos policiais militares que receberiam aproximadamente R$ 2 mil cada para matar Wanderson. Eles também afirmaram pertencer ao Comando Vermelho de Mato Grosso e relataram que a ordem teria sido dada por um integrante da organização criminosa que está preso no Presídio Pascoal Ramos (PCE), em Cuiabá. As informações ainda serão investigadas pela Polícia Civil.

Ainda de acordo com a versão apresentada pelos detidos, Wanderson vinha sendo monitorado havia aproximadamente quatro dias. Eles alegaram que a vítima teria causado um prejuízo de cerca de R$ 200 mil à facção, após supostamente aplicar um golpe financeiro contra integrantes do grupo. Por esse motivo, teria sido “sentenciado à morte”.

Ataque em meio à multidão

Wanderson estava acompanhado da esposa quando os dois suspeitos entraram no estádio pelo portão dos fundos. Eles caminharam em meio ao público até localizar a vítima e, segundo o registro policial, efetuaram diversos disparos a curta distância.

O homem foi socorrido ainda com vida e encaminhado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher de 40 anos também foi atingida de raspão durante o ataque e recebeu atendimento médico.

Após os disparos, os suspeitos fugiram a pé carregando as armas. Durante a fuga, eles dispensaram o armamento em uma área de vegetação nos fundos do Tênis Clube.

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Populares passaram a perseguir a dupla e conseguiram alcançá-la na Avenida Lions Internacional. Segundo a PM, os suspeitos chegaram a ser agredidos com socos e pontapés antes da chegada das equipes policiais.

Quando perceberam a aproximação da viatura, ainda tentaram fugir, mas acabaram abordados. Durante a ocorrência, confessaram participação no homicídio e indicaram aos policiais o local onde haviam escondido as armas.

No ponto indicado pelos suspeitos, a PM encontrou uma pistola Canik TP9SF calibre 9 mm, com numeração suprimida, contendo nove munições no carregador e uma na câmara. Também foi localizado um revólver Rossi calibre .32, com uma munição intacta e cinco cápsulas deflagradas.

Segundo o relato dos próprios detidos, o homem de 21 anos teria utilizado a pistola 9 mm, enquanto o adolescente de 16 anos estaria armado com o revólver.

No local do crime, populares ainda entregaram aos policiais oito cápsulas de munição calibre 9 mm e dois projéteis encontrados próximos à área dos disparos.

A movimentação intensa de pessoas após o ataque prejudicou o isolamento da cena do crime, conforme registrado pela Polícia Militar.

Suspeito também relata outro roubo

Durante a confecção do boletim de ocorrência, o suspeito de 21 anos também teria confessado participação em um roubo ocorrido em 25 de agosto, no distrito Marechal Rondon, conhecido como Posto Norte.

Segundo o relato atribuído ao jovem, outros integrantes da facção participaram da ação e um taxista teria auxiliado no transporte do grupo.

Os dois suspeitos, que apresentavam lesões decorrentes das agressões sofridas durante a perseguição, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Campo Novo do Parecis. As armas, munições, cápsulas e projéteis também foram entregues à autoridade policial.

A motivação apontada pelos suspeitos, a suposta ordem vinda do presídio e a participação de outros integrantes da organização criminosa ainda serão investigadas pela Polícia Civil.