"SEM DINHEIRO NÃO TEM MILAGRE"

Presidente do DAE admite que não há prazo para fim da falta d’água e transfere solução para união dos Poderes

Nicolle Ribeiro & Angelica Gomes/ do VGN
· 2 min de leitura
Presidente do DAE admite que não há prazo para fim da falta d’água e transfere solução para união dos Poderes

Rogerinho Dakar reconhece que população segue sem previsão para ter abastecimento regular e condiciona avanço a articulação entre Prefeitura, Estado e União

O presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Rogerinho Dakar (PSDB), admitiu que ainda não é possível estabelecer um prazo para que a população deixe de conviver com a falta d'água no município. Segundo ele, a solução para a crise hídrica depende da união entre os poderes públicos e da destinação de recursos para investimentos na autarquia.

Em entrevista ao portal VG Notícia, Rogerinho foi questionado sobre quando o morador poderá abrir a torneira com a certeza de encontrar água todos os dias. Em resposta, afirmou que isso somente será possível quando houver esforço conjunto entre Prefeitura, Câmara Municipal, Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Governo Federal para fortalecer financeiramente o DAE.

“Quando todos os poderes deixarem o seu lado pessoal de lado e se unirem, e falarem: ‘Várzea Grande merece’. Aí a gente tem condições de dar uma resposta rápida. Porque, volto a dizer, não é fácil construir uma casa sem dinheiro”, declarou.

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O presidente atribuiu a demora na solução definitiva do problema à falta de investimentos. Segundo ele, embora o município tenha capacidade para captar, tratar e armazenar água, o maior gargalo está na distribuição.

“Hoje, a maior deficiência não é na produção da água, é na distribuição. Nós temos capacidade de captar, tratar e armazenar, mas estamos perdendo muita água tratada em vazamentos e outras situações”, afirmou.

Para enfrentar esse cenário, Rogerinho disse que a Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê um repasse mensal de R$ 2 milhões ao DAE. Conforme o presidente, a medida busca melhorar a capacidade de investimento da autarquia, que enfrenta dificuldades financeiras.

“Precisamos muito do apoio do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e também da Câmara Municipal. A prefeita viu essa necessidade e encaminhou um projeto prevendo um repasse mensal de R$ 2 milhões para o DAE. Hoje, a saúde financeira da autarquia dificulta os investimentos”, explicou.

Rogerinho também afirmou que parte das obras de ampliação da rede de abastecimento vem sendo executada por meio de parcerias com a iniciativa privada, como a extensão da rede na Avenida Júlio Campos. Ainda assim, ressaltou que o avanço das melhorias depende da aprovação do projeto pela Câmara e da destinação de recursos por outras esferas de governo.

“Precisamos desse apoio para que a Assembleia possa destinar emendas e o Governo do Estado também invista no DAE. Se não tiver esse investimento, infelizmente a resposta não é tão rápida para a população”, concluiu.