EXECUTADA EM BOATE

Polícia indicia vereador e comparsa por execução de jovem e revela trama de facção

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Polícia indicia vereador e comparsa por execução de jovem e revela trama de facção
Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho foi assassinada a tiros dentro de uma casa noturna às margens da MT-130, em Poxoréu (MT) - Foto: Reprodução

Inquérito aponta crime planejado, divisão de tarefas e participação de organização criminosa; autor dos disparos ainda é procurado

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu nesta quinta-feira (13) o inquérito que apurou a execução de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, assassinada a tiros dentro de uma casa noturna às margens da MT-130, em Poxoréu. Dois homens foram indiciados por homicídio qualificado e organização criminosa, segundo as informações divulgadas pela investigação.

A apuração aponta que o crime foi planejado e executado com divisão de tarefas, envolvendo pessoas responsáveis por monitorar a vítima, repassar informações sobre sua localização, dar suporte à fuga e coordenar a ação. A motivação investigada está relacionada à suspeita de que a jovem repassava informações às forças de segurança sobre a atuação de uma facção criminosa na região.

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O assassinato ocorreu na madrugada de 10 de maio de 2026. Segundo a investigação, um homem armado entrou na casa noturna, atirou contra a vítima e fugiu. A perícia apontou disparos efetuados a curta distância, com tiros que atingiram regiões vitais. Fontes recentes também confirmam que a Polícia Civil investiga o caso como possível crime ligado à atuação de uma facção.

Crime teria sido arquitetado

Durante a investigação, a Polícia Civil reconstruiu os momentos que antecederam e sucederam a execução. Uma adolescente que acompanhava a vítima teria conhecimento prévio do plano e permanecido ao lado dela para não despertar suspeitas.

A análise de celulares também revelou, segundo o inquérito, conversas relacionadas à localização da vítima e à organização da fuga. Um dos investigados teria recebido informações sobre onde a jovem estaria e orientações sobre o veículo utilizado para retirar o executor do local.

Após o homicídio, os investigadores identificaram ainda mensagens com orientações para eliminar vestígios digitais, incluindo a formatação de aparelho, exclusão do WhatsApp e utilização de outro número.

A investigação avançou em julho com a Operação Elo Oculto, quando a Polícia Civil cumpriu oito ordens judiciais. Um dos investigados foi preso temporariamente e apontado como responsável por auxiliar na fuga do executor.

A análise do material apreendido levou os investigadores a novos elementos sobre a dinâmica do assassinato, a motivação e a possível participação de outras pessoas.

Na sequência, a Polícia Civil deflagrou a Operação Véu de Ísis, terceira fase da investigação. A operação cumpriu cinco ordens judiciais, incluindo dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá. Um dos presos foi o vereador Túlio César, que já havia sido detido temporariamente na fase anterior.

Segundo a Polícia Civil, a nova etapa surgiu a partir da análise dos materiais apreendidos anteriormente e permitiu aprofundar as apurações sobre a dinâmica do homicídio, a motivação e a participação de outros envolvidos. O procedimento tramita sob sigilo.

Dois são indiciados

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil apontou que o homicídio teria ocorrido no contexto da atuação de uma organização criminosa.

Os dois adultos indiciados respondem, segundo a investigação, por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de organização criminosa.

Um deles é apontado como responsável pelo apoio à fuga do executor. O outro seria uma liderança que teria coordenado a ação criminosa.

O autor dos disparos ainda não foi identificado, e a Polícia Civil informou que as diligências continuam para esclarecer completamente o crime e identificar todos os envolvidos.