Investigação aponta que o suspeito utilizava contas próprias e de terceiros para movimentar valores atribuídos à organização criminosa
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26), a segunda fase da Operação Roleta Russa, que investiga a atuação de integrantes de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A nova etapa tem como alvo um homem apontado como responsável por dar suporte operacional a um integrante da liderança da facção, que está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Nesta fase, os policiais cumprem um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. A Justiça também autorizou medidas de bloqueio financeiro: até R$ 100 mil nas contas do principal investigado e outros R$ 20 mil vinculados a um segundo investigado e à empresa registrada em seu nome.
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A ação é coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo a investigação, a nova fase foi desencadeada a partir da análise de informações e materiais recolhidos durante a primeira etapa da operação, realizada em maio.
Vídeo: PJC
De acordo com a Polícia Civil, o investigado teria exercido funções de apoio a um integrante da facção que ocupa posição de liderança. Entre as atividades atribuídas a ele estão a movimentação de recursos financeiros, além de ações destinadas a dificultar a identificação da origem e da propriedade de bens.
As apurações apontam que o suspeito teria utilizado contas bancárias próprias e de terceiros para realizar transferências, pagamentos via Pix e outras operações financeiras. Para os investigadores, o conjunto das transações apresenta características compatíveis com a circulação de valores relacionados à organização criminosa.
Vídeo: PJC
A investigação também identificou uma possível atuação do homem na administração e ocultação de veículos ligados ao grupo. Um dos casos envolve um Toyota Corolla Cross avaliado em mais de R$ 150 mil. Conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil, o automóvel seria pertencente ao faccionado atualmente preso, mas acabou registrado em nome da mãe do investigado. O veículo, ainda segundo a apuração, permanecia na residência do alvo e estaria disponível para outra integrante da organização.
Outro veículo também aparece nas investigações. O suspeito teria participado da intermediação da compra de um automóvel adquirido pelo integrante da facção e posteriormente destinado a outra pessoa ligada ao grupo.
A Polícia Civil afirma que a relação entre o investigado e o líder preso se estende por aproximadamente cinco anos. Durante esse período, os investigadores também encontraram indícios que apontam para possível envolvimento do suspeito em outras atividades criminosas, incluindo posse ilegal de arma de fogo e homicídios.
A primeira fase da Operação Roleta Russa ocorreu em maio deste ano, quando foram cumpridas 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção investigada por tráfico de drogas, extorsão e outros crimes praticados em Cuiabá. Na ocasião, um dos principais alvos era apontado como integrante do conselho da organização criminosa.
Com o avanço da apuração e a análise dos materiais apreendidos na primeira fase, os investigadores passaram a identificar outros integrantes e possíveis operadores da estrutura criminosa. A segunda etapa busca aprofundar o levantamento sobre a movimentação financeira, o patrimônio e a rede de apoio utilizada pela organização.