Partido mantém apoio oficial a Pivetta e Mauro Mendes, mas autoriza filiados a adotarem diferentes palanques
Apesar de integrar oficialmente a coligação que apoia as candidaturas de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso e de Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado, o Podemos decidiu conceder liberdade política aos seus filiados durante a campanha eleitoral. A deliberação permite que dirigentes, candidatos e demais integrantes da legenda apoiem nomes de outros grupos, incluindo o senador Wellington Fagundes (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), sem qualquer risco de sanção partidária.
A autorização foi aprovada pela Executiva Estadual do partido em reunião realizada na quarta-feira (5), em Cuiabá, e registrada em ata.
Pela decisão, manifestações de apoio a candidatos diferentes daqueles oficialmente escolhidos pelo Podemos não serão interpretadas como quebra de fidelidade partidária, descumprimento de deliberação interna ou infração disciplinar. Com isso, integrantes da legenda terão autonomia para definir seus próprios palanques ao longo da campanha.
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Na prática, embora a sigla tenha aderido ao bloco liderado por Pivetta, seus filiados poderão atuar politicamente em favor de Wellington Fagundes, principal adversário do republicano na disputa pelo Palácio Paiaguás, sem sofrer qualquer punição da direção partidária.
A mesma flexibilização foi aplicada à eleição para o Senado. Como estarão em disputa duas cadeiras, o partido autorizou seus membros a pedir votos para Janaina Riva, mesmo ela integrando a coligação formada por MDB e PL. Dessa forma, lideranças do Podemos poderão apoiar simultaneamente Mauro Mendes e Janaina, caso essa seja a estratégia adotada em suas bases eleitorais.
A definição ocorreu na mesma reunião em que a Executiva confirmou a participação do Podemos na aliança composta pelo Republicanos e pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. O partido também deixou aberta a possibilidade de ampliação da coligação com a entrada de outras legendas.
Durante o encontro, a Executiva ratificou o apoio à candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo do Estado e confirmou a indicação do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) para ocupar a vaga de vice-governador. A decisão encerrou, oficialmente, a possibilidade de o presidente estadual do Podemos, Max Russi, integrar a chapa majoritária como vice.
Para a disputa ao Senado, o partido homologou o nome de Mauro Mendes como candidato da coligação e deliberou que aceitará a indicação da segunda vaga ao Senado a ser definida pelos demais partidos aliados.
Como parte da composição da chapa, o empresário Elson Ramos foi escolhido, por aclamação, para ocupar a segunda suplência de Mauro Mendes.
A reunião foi conduzida por Max Russi, um dia depois da convenção estadual da legenda. Na ocasião, os convencionais transferiram à Executiva Estadual a competência para definir as candidaturas majoritárias, a composição das suplências e a formação das alianças eleitorais.
Além dessas deliberações, a ata estabelece que a Executiva permanecerá em funcionamento permanente durante o período eleitoral, com poderes para promover substituições de candidatos, preencher vagas remanescentes, corrigir informações e adotar outras providências necessárias para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.