Cabo afirmou à Polícia Civil que acreditou que Ednilton Rafael Santos Costa iria executar o empresário, que já vinha sendo ameaçado por integrantes de facção criminosa
O cabo da Polícia Militar Jefferson, apontado como autor dos disparos que resultaram na morte do ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, compareceu espontaneamente à Delegacia da Polícia Civil de Sinop nesta quarta-feira (8). Em depoimento, o militar afirmou que atirou após acreditar que a vítima colocaria em risco a vida do proprietário de uma marmoraria, onde ocorreu o confronto.
De acordo com a Polícia Civil, durante o interrogatório, o militar afirmou que decidiu atirar após ver o ex-PM chegar ao estabelecimento com uma arma em mãos. Segundo a versão apresentada, ele acreditou que Ednilton pretendia matar o proprietário da empresa, que, conforme as investigações, vinha sendo alvo de ameaças atribuídas a integrantes do Comando Vermelho.
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O delegado responsável pela investigação, Braulio Junqueira, informou que Jefferson estava na marmoraria para fazer uma encomenda quando a vítima chegou ao local.
"O militar explicou que havia chegado antes para realizar uma encomenda. Como a vítima já havia sido 'decretada' pelo CV, ele acreditou que ela estava ali para matar o empresário, principalmente porque chegou com a arma na mão", relatou o delegado.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, Jefferson também esclareceu que costuma portar um fuzil em seu dia a dia. Após prestar depoimento, ele foi liberado, uma vez que compareceu espontaneamente e, até o momento, não havia determinação judicial para sua prisão.
Ednilton Rafael Santos Costa foi expulso da Polícia Militar após envolvimento em diversos crimes. Entre os antecedentes atribuídos a ele está um atentado contra o proprietário do jornal Estadão Mato Grosso, Geandré Latorraca. Conforme as informações preliminares apuradas pela investigação, o ex-PM teria ido até a marmoraria para ameaçar ou até executar o empresário.
A Polícia Civil segue reunindo imagens, depoimentos e demais elementos para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência, inclusive se a versão apresentada pelo policial é compatível com as provas já coletadas.
A investigação continua em andamento.