COMUNICAÇÃO CORTADA

Pivetta promete bloquear celulares em presídios após escândalo da Operação Fariseus; veja o vídeo

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Pivetta promete bloquear celulares em presídios após escândalo da Operação Fariseus; veja o vídeo
Foto: Reprodução / Mayke Toscano

Governador afirmou que Estado já prepara edital para contratar serviço capaz de impedir comunicação de detentos com criminosos do lado de fora

O Governo de Mato Grosso pretende recorrer à tecnologia para tentar impedir que detentos continuem utilizando celulares dentro das unidades prisionais. A medida foi anunciada pelo governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), na segunda-feira (14), após a repercussão nacional da Operação Fariseus.

Segundo Pivetta, o Estado já realiza ações de fiscalização para localizar e apreender aparelhos nas cadeias, mas a estratégia ainda não conseguiu impedir completamente a comunicação por telefone. Diante disso, a administração estadual prepara um edital para contratar uma empresa especializada na instalação de bloqueadores de sinal.

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Na avaliação do governador, a medida é necessária principalmente para impedir que presos apontados como integrantes ou lideranças de organizações criminosas continuem mantendo contato com pessoas que estão em liberdade.

“Fazemos sistematicamente o combate e a fiscalização. Infelizmente, ainda existem muitos casos desses e a solução definitiva é bloqueador de celular”, declarou.

Pivetta informou que o processo para contratação do serviço já está sendo elaborado. A intenção é levar o bloqueio de sinal para as unidades prisionais do Estado.

“Estamos formulando o edital para licitar a compra desse serviço, para bloquear celular nas unidades prisionais. É a única maneira de eliminar definitivamente a comunicação dos detentos que comandam o crime aqui fora”, afirmou.

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A declaração ocorre em meio à repercussão da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em julho. A investigação passou a ter destaque em todo o país depois de uma reportagem exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (13).

A apuração conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) investiga um grupo familiar ligado a atividades religiosas e a suspeita de utilização de um projeto de evangelização realizado dentro de presídios de Cuiabá para beneficiar integrantes do Comando Vermelho.

De acordo com os investigadores, o acesso às unidades obtido para a realização de trabalhos de assistência espiritual teria sido utilizado de forma indevida. A suspeita é de que os envolvidos tenham desempenhado o papel de intermediários, facilitando a troca de informações entre membros da facção que estavam presos e criminosos que permaneciam fora do sistema penitenciário.

Além da comunicação, a Polícia Civil também apura possíveis movimentações financeiras relacionadas ao grupo e a eventual utilização de mecanismos para lavagem de dinheiro.

Entre os elementos reunidos durante a investigação estão imagens e outros registros relacionados à missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e ao detento Renildo da Silva Rios, conhecido como “Chapa” ou “Velhote”. Ele é apontado pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Rhavenna acabou presa no decorrer da Operação Fariseus. A investigação continua para esclarecer o grau de envolvimento dela e de outros familiares na suposta estrutura montada para oferecer suporte à organização criminosa.

O caso colocou novamente em evidência a dificuldade enfrentada pelo sistema penitenciário para impedir completamente o uso de celulares por detentos. É justamente nesse ponto que Pivetta pretende concentrar a nova medida, com a contratação de bloqueadores para restringir a comunicação a partir das unidades prisionais.