A discussão sobre o futuro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso ganhou repercussão nacional após o senador Humberto Costa (PT-PE) reagir publicamente às declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre mudanças no modelo de atendimento no Estado.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Costa afirmou que a proposta representa, na prática, o enfraquecimento do Samu e criticou a possibilidade de transferir atribuições ao Corpo de Bombeiros. Segundo ele, a medida pode sobrecarregar outras estruturas e comprometer o atendimento pré-hospitalar à população.
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"Ele está simplesmente propondo o fim do SAMU no Mato Grosso para economizar recursos. Além disso, ele tira a atribuição que tem o SAMU, transfere integralmente para o Corpo de Bombeiros e vai sobrecarregar o trabalho dos profissionais do Corpo de Bombeiros", declarou o senador.
O parlamentar também declarou que o Samu é uma das políticas públicas de saúde mais reconhecidas do país e relembrou sua participação na criação do programa durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Costa ainda afirmou que o serviço estaria sendo reconstruído nacionalmente, com a entrega de novas ambulâncias em todo o Brasil.
"Até o final desse ano, serão mais de 5 mil novas ambulâncias que o governo Lula está oferecendo à população brasileira. Portanto, minha gente, temos que ficar bastante atentos às propostas da extrema-direita, cujo objetivo é cortar recursos públicos e eliminar políticas públicas extremamente importantes para a população."
Fusão no Samu
As declarações de Otaviano Pivetta ocorreram no dia 16 de abril, em entrevista à Rádio Capital FM (101.9), ele afirmou que o atendimento do Samu passaria a ser executado pelo Corpo de Bombeiros.
Já em 20 de abril, durante coletiva, o governador voltou ao tema, confirmou a integração entre Samu e Bombeiros e disse que a medida começaria por Cuiabá.
Em uma das falas, Pivetta afirmou que os atendimentos serão executados pelos bombeiros, seguindo modelo já adotado em cidades do interior do estado.
“Estamos fazendo um termo de cooperação e os serviços passam a ser executados pelos bombeiros, como já ocorre em todo o interior do Estado. O Samu é só aqui em Cuiabá”, afirmou durante coletiva.
Depois, voltou a defender a proposta e negou o encerramento formal do Samu. Apesar da reestruturação, o governo diz que a “identificação” do Samu será mantida. A justificativa para a mudança é que a integração deve reduzir o tempo entre o pedido de ajuda e o atendimento e ampliar a cobertura, já que o Corpo de Bombeiros possui mais bases distribuídas pelo estado.
“Nós somos Estado. Samu, Corpo de Bombeiros, é tudo Estado. Temos que nos unir para prestar um melhor serviço”, disse Pivetta.
O governo estadual sustenta que a integração busca ampliar a eficiência do serviço, reduzir o tempo de resposta nas ocorrências e expandir a cobertura de urgência, especialmente na Baixada Cuiabana.