ABUSO SEXUAL INFANTIL

"Na internet não existe impunidade", alerta delegado durante operação em MT

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"Na internet não existe impunidade", alerta delegado durante operação em MT
Foto: Reprodução/PJC-MT

Quinta fase da Operação CESI-MT cumpre três mandados em Tangará da Serra e prende preventivamente investigado por armazenar imagens de abuso sexual de crianças

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (18), a quinta fase da Operação CESI-MT (Combate à Exploração Sexual Infantil), voltada à repressão de crimes relacionados ao armazenamento e à produção de material de abuso sexual infantil no ambiente digital. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e teve como alvo o município de Tangará da Serra.

Segundo o delegado Guilherme da Rocha, da DRCI, a investigação identificou um jovem de aproximadamente 25 anos que estaria armazenando diversas imagens de abuso sexual de crianças em dispositivos eletrônicos.

“A investigação realizada pela unidade permitiu que ele fosse identificado, que ele fosse localizado e, em razão disso, foram representados por mandados de busca e apreensão, de prisão preventiva e de afastamento de sigilo telemático”, explicou o delegado.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados judiciais em Tangará da Serra. Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão busca e apreensão, prisão preventiva e afastamento do sigilo telemático.

O investigado já estava sob custódia da Polícia Judiciária Civil e foi encaminhado para a Delegacia de Tangará da Serra.

Agora, os investigadores vão concentrar os trabalhos na análise dos equipamentos apreendidos para identificar a quantidade de material armazenado, a origem dos arquivos e a eventual existência de outras pessoas envolvidas.

“A investigação segue com o objetivo de realizar perícia nos dispositivos eletrônicos, apurar exatamente a extensão do crime e as circunstâncias dos crimes que ele praticava”, afirmou Guilherme da Rocha.

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Com os dispositivos apreendidos, a Polícia Civil pretende avançar na investigação e verificar se o suspeito atuava sozinho ou mantinha contato com outras pessoas envolvidas na produção, armazenamento ou compartilhamento de material de abuso sexual infantil.

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Vídeo: Reprodução/PJC-MT

Após a perícia, o investigado deverá ser interrogado. A expectativa é que, concluída essa etapa, o inquérito seja encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Delegado faz alerta a criminosos que usam a internet para se esconder

Durante a entrevista, Guilherme da Rocha destacou que a Operação CESI-MT faz parte de um trabalho sistemático da DRCI para combater crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Segundo ele, as ações realizadas pela unidade demonstram que criminosos que acreditam estar protegidos pelo anonimato da internet podem ser identificados pelas forças de segurança.

“Ações como a de hoje mostram o contrário. A unidade tem totais condições de identificar, localizar esses criminosos e levá-los à Justiça”, declarou.

A quinta fase da CESI-MT reforça a atuação especializada da Polícia Civil no combate aos crimes de exploração sexual infantil praticados por meio da internet. As investigações continuam para esclarecer a extensão dos crimes e verificar se há outros envolvidos.