Ministério Público questiona transferência autorizada nos últimos dias da gestão de Carlos Alberto Capeletti para reforma do autódromo municipal
O repasse de R$ 1,7 milhão destinado à reforma do Autódromo Municipal Darcy Martelli, em Tapurah (430 km de Cuiabá), colocou o ex-prefeito Carlos Alberto Capeletti na mira do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O órgão apresentou uma ação judicial por suspeitas de irregularidades na destinação dos recursos, autorizados nos últimos dias de sua administração, em dezembro de 2024.
A investigação também envolve a associação Tapurah Esporte Motor (T.E.M.) e seu presidente, Mairo Francisco Novello. Conforme o Ministério Público, o dinheiro destinado à entidade poderia beneficiar Thomas Augusto Capeletti, filho do ex-prefeito e vice-presidente da associação.
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Um dos pontos questionados é a participação de Capeletti na tramitação das medidas que viabilizaram a transferência dos recursos. Segundo o órgão ministerial, o então prefeito atuou desde a apresentação do projeto de lei até sua aprovação e sanção.
A formalização do repasse ocorreu em 26 de dezembro de 2024, quando faltavam seis dias para o encerramento do mandato. O dinheiro, entretanto, foi devolvido aos cofres municipais em janeiro de 2025, já durante a gestão seguinte.
O Ministério Público também identificou possíveis inconsistências na sequência dos procedimentos administrativos. Conforme a apuração, algumas providências relacionadas à liberação da verba teriam sido adotadas antes mesmo da solicitação formal apresentada pela associação.
O projeto previa intervenções na estrutura do autódromo, incluindo arquibancadas, vestiários, iluminação, alambrados e melhorias em outras instalações.
Diante das suspeitas, o MPMT busca a responsabilização dos envolvidos, com pedidos que incluem a restituição de valores e a suspensão de direitos políticos. Apesar disso, ainda não houve decisão judicial sobre as acusações.
Capeletti deixou a Prefeitura de Tapurah após ser derrotado na tentativa de reeleição em 2024. Na disputa, recebeu 2.824 votos, equivalentes a 40%, enquanto Álvaro Galvan (PL) venceu com 4.235 votos, aproximadamente 60% dos votos contabilizados entre os dois candidatos.
As irregularidades apontadas pelo Ministério Público ainda dependem de análise judicial, e a apresentação da ação não representa condenação dos envolvidos.