"DESIQUILIBRIO EMOCIONAL"

Mauro Mendes diz que Dilmar "errou muito" ao falar em traição no União Brasil

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Mauro Mendes diz que Dilmar "errou muito" ao falar em traição no União Brasil
O ex-governador, Mauro Mendes - Foto: Pedro Brites

Ex-governador afirmou que o deputado cometeu um erro ao acusar o União Brasil de "trair o próprio partido" e disse que a declaração foi motivada por um momento de desequilíbrio emocional

O presidente do União Brasil em Mato Grosso e ex-governador, Mauro Mendes, demonstrou incômodo com as declarações do deputado estadual Dilmar Dal Bosco durante a convenção da legenda. Na ocasião, o parlamentar afirmou que nunca havia presenciado um partido "trair o próprio partido", em referência à decisão do União Brasil de apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás, em vez de lançar o senador Jayme Campos como candidato ao governo.

Ao comentar o episódio, Mauro avaliou que o discurso foi inadequado e atribuiu a manifestação a um momento de forte emoção vivido pelo deputado, que ocupou a liderança do governo na Assembleia Legislativa durante boa parte de sua gestão.

“Claro que eu fiquei. Foi um desequilíbrio emocional dele, eu acho que ele errou muito quando falou aquilo, porque quando ele fala que nunca viu partido trair partido, então ele fechou os olhos para a história do próprio partido em Mato Grosso, da história política do Brasil. Simples assim”, afirmou.

As declarações acontecem em um momento de acirramento das divergências internas no União Brasil. A convenção que definiu o apoio da legenda a Otaviano Pivetta aprofundou o distanciamento entre Mauro Mendes e o senador Jayme Campos, que defendia candidatura própria da sigla ao Governo de Mato Grosso.

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Derrotado na disputa interna, Jayme passou a apoiar o projeto político liderado pelo senador Wellington Fagundes (PL), que deve enfrentar Pivetta nas eleições de 2026. Além do senador, Dilmar Dal Bosco também tornou pública sua insatisfação com o rumo adotado pelo partido.

Questionado sobre a possibilidade de recompor o grupo após o desgaste provocado pela convenção, Mauro afirmou que o tempo será determinante para definir o futuro das relações políticas dentro da legenda. Segundo ele, divergências são naturais em períodos eleitorais, quando diferentes lideranças passam a defender projetos distintos.

“Senhores, nada melhor que o tempo. O tempo é o senhor da verdade, é o senhor da história, e nesse momento é natural que as pessoas queiram coisas distintas, objetivos distintos, a gente tenta aproximar isso através do diálogo”, disse.

Apesar das diferenças, o ex-governador afirmou acreditar que o diálogo pode preservar parte das alianças políticas, embora reconheça que, em alguns casos, os caminhos acabam sendo separados.

“Quando é possível, essa relação partidária, momentânea, continua. Quando é possível, toma caminhos opostos”, comentou.