Apontado como alvo da Operação Vérnix, líder do PCC nega ligação com influenciadora, rejeita envolvimento em esquema milionário e afirma estar incomunicável desde 2019
O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, teria reagido com “surpresa e indignação” após ser informado sobre a Operação Vérnix, investigação conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo que também colocou a influenciadora Deolane Bezerra no centro das apurações.
Segundo o advogado Bruno Ferullo, Marcola recebeu a visita da defesa na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre pena em regime de segurança máxima, e negou qualquer participação no suposto esquema de lavagem de dinheiro investigado pelas autoridades.
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De acordo com a defesa, o chefe da facção afirmou não conhecer Deolane nem Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela investigação como operador financeiro do grupo criminoso. O advogado declarou ainda que Marcola disse manter apenas vínculo familiar com o irmão Alejandro e os sobrinhos Leonardo e Paloma, também citados no inquérito.
A investigação aponta que o PCC teria usado uma transportadora de fachada em São Paulo para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio milionário. Conversas extraídas de celulares, movimentações bancárias e documentos apreendidos reforçariam a suspeita de repasses financeiros envolvendo integrantes da organização criminosa.
Ainda segundo a defesa, Marcola negou ser dono, direta ou indiretamente, da empresa investigada e também contestou o apelido “Narigudo”, atribuído a ele por investigadores. Marcola teria afirmado ainda que vive em isolamento rigoroso desde que foi transferido para o sistema penitenciário federal, em 2019, sem acesso contínuo a notícias externas.
A Operação Vérnix ganhou repercussão nacional após a prisão de Deolane Bezerra e o bloqueio de milhões de reais em bens e contas ligados aos investigados.