Candidato afirma que não quer ocupar apenas o espaço de terceira força e coloca candidatura como alternativa aos nomes já conhecidos do eleitor
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir, Sargento Laudicério, rejeita o rótulo de “terceira via” na corrida pelo Palácio Paiaguás e afirma que sua candidatura representa, na avaliação dele, uma alternativa única diante dos nomes tradicionais que disputam a eleição. A declaração foi dada durante entrevista ao MidiaNews.
Laudicério argumenta que parte dos concorrentes acumula décadas de atuação política, mas teria perdido a conexão com a população mato-grossense. “Não me considero a terceira, mas sim a única via”, afirmou.
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Policial militar há 23 anos, o candidato também defende que a experiência necessária para administrar o Estado não depende exclusivamente da ocupação anterior de cargos eletivos. Ele afirma ter acumulado experiência administrativa e associativa, além de formação acadêmica em áreas como Administração e Direito.
Segundo Laudicério, a proposta de governo foi elaborada a partir de pesquisas sobre as necessidades da população e tem como base uma gestão orientada por dados. Ele afirma que, caso seja eleito, pretende formar uma equipe técnica e avaliar os resultados das políticas públicas implementadas.
Apesar de aparecer fora das primeiras posições nas pesquisas eleitorais citadas durante a entrevista, o candidato diz que trabalha com a expectativa de chegar ao segundo turno. Ele também afirmou que não considera, neste momento, a possibilidade de apoiar outro concorrente.
“Não trabalhamos com outra possibilidade a não ser ir para o segundo turno ou vencer a eleição”, declarou.
O candidato se identifica politicamente como de direita, mas afirma ser contrário à polarização. Segundo ele, eventual apoio de outros grupos políticos seria bem-vindo caso avance para a segunda etapa da disputa, desde que o foco permaneça na apresentação de propostas.
Na área de serviços públicos, Laudicério aponta saúde e segurança como alguns dos principais problemas de Mato Grosso. Para ele, a administração estadual precisa levar em consideração as diferenças entre os 142 municípios e evitar a adoção de políticas baseadas apenas em médias gerais.
Na segurança pública, defende o reforço da fiscalização nas fronteiras para combater a entrada de drogas e outros insumos utilizados por organizações criminosas. Também propõe maior integração entre as forças de segurança e mudanças na estrutura dos presídios para impedir que unidades prisionais sejam utilizadas pelas facções.
O candidato ainda critica o que considera falta de valorização dos servidores públicos. Durante a entrevista, citou a decisão do atual governo de não promover cinco coronéis da Polícia Militar e questionou como a gestão estadual pretende tratar as progressões de outras carreiras.
Laudicério também afirmou que pretende ampliar as políticas de proteção às mulheres vítimas de violência. Para ele, o atendimento não deve terminar com o registro da ocorrência policial. Entre as medidas defendidas estão acesso à moradia, capacitação profissional e mecanismos que contribuam para a independência financeira das vítimas.
Sobre os recursos para a campanha, o candidato declarou que o Agir não havia feito repasses para sua candidatura até o momento e disse que tem utilizado uma motocicleta própria para percorrer as atividades eleitorais. Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, consta uma motocicleta avaliada em R$ 12,5 mil.
O Sargento Laudicério também negou que sua candidatura ao Governo seja utilizada como preparação para futuras disputas eleitorais. Ele já concorreu a deputado federal, deputado estadual e vereador de Cuiabá, mas nunca ocupou um cargo no Poder Executivo.
Questionado sobre uma acusação relacionada à permanência no comando da Associação dos Cabos e Soldados da PM e Bombeiros Militar de Mato Grosso, o candidato afirmou que foi inocentado pela Justiça. Segundo ele, uma perícia teria identificado falsificação de assinatura no processo que questionava sua permanência à frente da entidade.