Investigada responderá ao processo em liberdade, mas terá que cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça; criança morreu após colisão registrada por câmeras de segurança
Presa em flagrante depois de se envolver no acidente que matou o próprio filho, um bebê de seis meses, Leiliane Souza da Silva foi colocada em liberdade provisória por decisão da Justiça de Mato Grosso. A investigada continuará respondendo ao processo, mas deverá cumprir medidas cautelares.
Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que não havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva da investigada. Na decisão, destacou que Leiliane é ré primária, possui residência fixa, emprego e bons antecedentes, além de não apresentar indícios de que possa fugir ou voltar a cometer crimes.
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Apesar de autorizar a soltura, a juíza determinou que a motorista cumpra uma série de medidas cautelares. Entre elas, estão a obrigação de comparecer a todos os atos processuais sempre que for intimada e manter endereço e telefone atualizados junto ao Poder Judiciário. A magistrada também advertiu que o descumprimento das determinações poderá resultar na decretação da prisão preventiva.
Acidente terminou com morte do bebê
A tragédia ocorreu na noite de sábado (11), na Avenida das Garças, em Nova Mutum. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da colisão, que aconteceu após o veículo conduzido por Leiliane, segundo as investigações, avançar a preferencial e atingir outro automóvel que passava por uma rotatória.
Durante o atendimento da ocorrência, policiais constataram que a motorista não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e apresentava sinais de embriaguez. O teste do bafômetro apontou 0,47 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice que configura crime de trânsito.
A forma como o bebê era transportado também passou a ser alvo da investigação. Informações iniciais apontavam que a criança estaria no banco dianteiro, no colo da avó e sem o uso da cadeirinha. Entretanto, em depoimento à polícia, Leiliane afirmou que o filho estava em um bebê-conforto, equipamento que não foi localizado durante as diligências. A circunstância segue sendo apurada pela Polícia Civil.
O bebê sofreu traumatismo craniano com o impacto da batida. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso continua sob investigação.