A Justiça de Mato Grosso autorizou a recuperação judicial do Grupo Max, conglomerado formado por 18 empresas e seis produtores rurais que declarou uma dívida de R$ 197,7 milhões.
A decisão é do juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada na quarta-feira (24).
O grupo é formado pelas empresas a Maxvinil Nordeste Tintas e Vernizes Ltda., Maxlog Logística e Depósito Ltda., Globalmax Indústria Plástica S.A., Maxpet – Indústria Plástica e Energia Ltda., Maxpet Nordeste Plásticos e Energia Ltda., Preformax Transportes e Indústria Plástica S.A., K.L.T. Participações e Negócios Ltda., Newmax Participações e Negócios Ltda., Kmax Participações e Investimentos Ltda., JFC Comércio de Tintas Ltda., Maxenergia Geração e Comercialização de Energia Ltda., Laca Transportes Ltda., Agroindustrial Teles Pires Ltda., CD-Max Indústria e Comércio de Tintas Ltda., J.R.I. Indústria Goiana de Tintas Ltda., Rei Tintas S.A., Teles Pires Mogno Ltda. e FK Participações e Investimentos Ltda.
E os produtores rurais Joaquim Augusto Curvo, Joaquim Curvo Neto, José André Trechaud e Curvo, Fabiane Gori Curvo Tedeschi de Faria, Thamy Gabrielly Daltro Garcia Sales e Domingos Kennedy Garcia Sales.
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No pedido, o grupo afirma enfrentar uma grave crise financeira que ameaça a continuidade das operações nos setores de logística, indústria de tintas, embalagens plásticas, energia, agronegócio e reflorestamento.
Segundo o grupo, as dificuldades foram provocadas por uma sequência de fatores, entre eles os impactos da pandemia da Covid-19, a escassez de matérias-primas, o aumento dos fretes, da inflação dos insumos, dos custos industriais e das dificuldades para importação.
O conglomerado sustenta que os segmentos de embalagens, tintas, produtos químicos e derivados petroquímicos foram diretamente afetados pela alta dos custos de produção e pela redução das margens de lucro, o que comprometeu o fluxo de caixa das empresas.
Também argumenta que a paralisação do setor de eventos durante a pandemia derrubou a demanda por bebidas e preformas plásticas utilizadas em shows, feiras e festivais, provocando queda no faturamento, acúmulo de estoques e dificuldades financeiras em unidades consideradas estratégicas.
Na área agropecuária e florestal, o grupo afirma que sofreu impactos de estiagens prolongadas, instabilidade climática, retração do crédito rural, aumento das taxas de juros e volatilidade cambial, fatores que elevaram o custo do endividamento e dificultaram a contratação de novos financiamentos.