EM MEIO ÀS ESPECULAÇÕES

Júlio Campos pede cautela e rejeita teorias sobre incêndio em VG: “Não é momento para acusações”

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Júlio Campos pede cautela e rejeita teorias sobre incêndio em VG: “Não é momento para acusações”

Deputado vistoriou galpão destruído e afirmou que apenas os laudos da Politec e da Polícia Civil poderão esclarecer as causas do fogo que provocou prejuízo milionário à Educação

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) defendeu cautela nas investigações sobre o incêndio que destruiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande. Durante visita ao local na manhã desta quinta-feira (18), o parlamentar afirmou que é prematuro atribuir responsabilidades ou levantar suspeitas antes da conclusão dos laudos periciais.

A declaração foi dada após vereadores sugerirem que o incêndio poderia ter sido provocado para eliminar materiais armazenados no galpão, entre eles uniformes, livros e aparelhos de ar-condicionado. Júlio contestou as especulações e afirmou não enxergar, neste momento, qualquer indício de motivação política ou criminosa.

“Qualquer discussão antes do relatório da Politec, das autoridades de segurança pública e da Polícia Civil é mera discussão. Temos que aguardar pacientemente, porque há técnicos especializados para saber como foi o incêndio, se foi um curto-circuito, uma explosão de equipamento ou se foi proposital. Eu não acredito. Seria muita irresponsabilidade fazer uma coisa dessa”, declarou.

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O parlamentar também classificou o episódio como grave, mas reforçou que ainda não há elementos suficientes para acusações.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de relação entre o incêndio ocorrido nesta semana e o fogo que atingiu, no ano passado, um galpão da Secretaria Municipal de Saúde, Júlio Campos descartou qualquer conexão entre os episódios. Na avaliação do deputado, os dois casos são coincidências e, até o momento, não há elementos que indiquem uma ação criminosa organizada.

“Eu não acredito nisso. Acho que é mera coincidência. Várzea Grande nunca teve esse espírito de alguém incendiar algo ou ocasionar uma tragédia dessa. Temos uma briga política, mas é uma briga democrática”, declarou.

Com mais de cinco décadas de atuação política no município, o deputado afirmou nunca ter presenciado situação semelhante envolvendo disputas políticas locais.

“Já estou na política de Várzea Grande há 54 anos. Tenho quase 80 anos de idade e nunca teve isso na nossa cidade. Só podemos falar a verdade após a Politec e a Polícia Civil apresentarem o relatório final”, completou.

Ao final da vistoria, Júlio lamentou os prejuízos causados pelo incêndio, que atingiu uma estrutura estratégica para o funcionamento da rede municipal de ensino.

As causas do incêndio seguem sob investigação da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A Prefeitura de Várzea Grande já decretou estado de calamidade administrativa na Secretaria Municipal de Educação pelo prazo de 180 dias para garantir a continuidade dos serviços afetados pela destruição da estrutura.