OPERAÇÃO ARMADILHA

Jovem é preso suspeito de atrair vítimas com falsos negócios para cometer assaltos em Cuiabá

· 2 min de leitura
Jovem é preso suspeito de atrair vítimas com falsos negócios para cometer assaltos em Cuiabá
Foto: Assessoria

Segundo a investigação, suspeito e comparsas fingiam interesse em produtos anunciados e rendiam as vítimas durante os encontros

Uma investigação da Polícia Civil levou à prisão preventiva de um jovem de 22 anos apontado como integrante de um grupo que teria utilizado falsas negociações de compra e venda para atrair vítimas e praticar assaltos em Cuiabá. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (19), durante a Operação Armadilha.

O suspeito é investigado por, pelo menos, seis roubos qualificados registrados recentemente na Capital. As ocorrências têm características semelhantes e teriam sido praticadas com a participação de outras pessoas e mediante ameaça com armas de fogo.

A operação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, com base em uma investigação que identificou um padrão na atuação do grupo. A Justiça autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos nesta quarta.

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A operação também teve acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. Isso ocorreu porque o investigado é filho de um integrante da corporação.

Segundo a apuração policial, os criminosos procuravam anúncios de produtos e entravam em contato com os proprietários fingindo interesse na compra. Depois, marcavam um encontro para supostamente concluir a negociação.

A abordagem mudava completamente no momento combinado. Conforme os relatos reunidos durante a investigação, os suspeitos anunciavam o assalto, exibiam armas e tomavam os objetos que estavam sendo negociados.

Um dos relatos chamou a atenção dos investigadores porque os criminosos teriam utilizado coletes balísticos com identificação da Polícia Militar durante a ação.

Um dos endereços ligados ao investigado foi alvo de busca no bairro Altos da Serra. O imóvel é compartilhado pelo suspeito e pelo pai dele.

A polícia conseguiu relacionar, inicialmente, seis vítimas a crimes com o mesmo padrão de abordagem. Três assaltos ocorreram em um intervalo de apenas quatro dias, entre 15 e 18 de junho. Os outros episódios investigados aconteceram nos meses seguintes, em julho e agosto.

A Derf ainda tenta descobrir se existem outras ocorrências ligadas ao grupo. As diligências também devem ajudar a identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a participação de cada investigado nos crimes.

O nome “Armadilha” escolhido para a operação faz referência ao método que teria sido utilizado pelos criminosos. As vítimas acreditavam que estavam indo a um encontro para realizar uma negociação, mas acabavam surpreendidas e rendidas durante o falso negócio.