ROMPIMENTO?

Jefferson Neves coloca cargo à disposição e deve deixar Secretaria de Esportes de Cuiabá

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Jefferson Neves coloca cargo à disposição e deve deixar Secretaria de Esportes de Cuiabá
O secretário municipal de Esportes e Lazer de Cuiabá, Jefferson Neves - Foto: Secom-MT

Saída do secretário ocorre após divergências políticas envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara e o distanciamento entre Michelly Alencar e o prefeito de Cuiabá

O secretário municipal de Esportes e Lazer de Cuiabá, Jefferson Neves (União Brasil), encaminhou ao prefeito Abilio Brunini (PL) um pedido para deixar o comando da pasta. A decisão, que deve ser oficializada nos próximos dias, foi motivada pela intenção de atuar integralmente na coordenação da pré-campanha da esposa, a vereadora Michelly Alencar (União Brasil), que pretende disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026.

A informação foi confirmada pela própria Michelly Alencar. Até o momento, a Prefeitura de Cuiabá não divulgou posicionamento oficial sobre o pedido de exoneração.

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A saída de Jefferson ocorre em um momento de tensão política entre a vereadora e o prefeito. Nos bastidores, Abilio tem cobrado maior alinhamento dos parlamentares considerados da base aliada, especialmente em relação ao apoio à recondução da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL).

Michelly, entretanto, permanece ao lado do vereador Ilde Taques (Podemos), que trabalha para viabilizar uma candidatura à presidência do Legislativo cuiabano. A divergência de posicionamentos tem provocado desgaste na relação entre a parlamentar e o chefe do Executivo, alimentando especulações sobre a permanência de Jefferson na equipe de governo.

O clima de distanciamento ficou ainda mais evidente na semana passada, quando Michelly e outros cinco vereadores foram retirados do grupo de WhatsApp "Vereadores 2025 e Prefeito", utilizado pelo Executivo para tratar de assuntos relacionados à base governista.

A exclusão ocorreu durante o debate sobre a decisão da Prefeitura de recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para questionar a exigência de quórum de dois terços dos vereadores em determinadas votações na Câmara. A medida buscava alterar o entendimento que poderia influenciar a futura eleição da Mesa Diretora, mas o recurso acabou rejeitado pela Corte.

Ao comentar a retirada dos parlamentares do grupo, Abilio Brunini negou que a iniciativa representasse um rompimento político. Segundo ele, a decisão teve como objetivo preservar as discussões internas da base aliada.

Em entrevista à rádio CBN, o prefeito afirmou que o grupo possui finalidade estratégica e argumentou que vereadores que passaram a adotar posições divergentes deixaram de integrar a base de sustentação do governo, razão pela qual não fariam mais parte das conversas reservadas da administração municipal.