OPERAÇÃO ELO OCULTO

Facção confundiu jovem com informante da polícia e ordenou execução, diz Polícia Civil

· 2 min de leitura
Facção confundiu jovem com informante da polícia e ordenou execução, diz Polícia Civil

Investigação aponta que vítima foi "decretada" por frequentar a base da Polícia Militar para ajudar a mãe; operação cumpriu mandados em três cidades de Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu que a jovem Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, foi executada por integrantes de uma facção criminosa após ser confundida com uma informante da Polícia Militar. A descoberta foi revelada nesta terça-feira (14), durante a deflagração da Operação Elo Oculto, que teve como um dos principais alvos o vereador de Poxoréu Túlio César (Republicanos), preso temporariamente por determinação da Justiça.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Segundo a investigação, a organização criminosa passou a suspeitar da jovem porque sua mãe trabalhava na base da Polícia Militar de Poxoréu. Em algumas ocasiões, Lavignia auxiliava a mãe no local, o que levou os criminosos a acreditarem, de forma equivocada, que ela repassava informações às forças de segurança. A falsa suspeita foi suficiente para que a facção decretasse a morte da vítima.

O crime ocorreu na madrugada de 10 de maio, em uma casa noturna às margens da MT-130, em Poxoréu. Conforme as investigações, Lavignia havia acabado de chegar ao estabelecimento quando um homem armado entrou no local e efetuou diversos disparos. A jovem foi atingida em regiões vitais e morreu antes da chegada do socorro.

Vereador é alvo da investigação

Durante a Operação Elo Oculto, policiais civis cumpriram um mandado de prisão temporária e outro de busca e apreensão contra o vereador Túlio César. O parlamentar já havia sido alvo de diligências no início de junho, quando a Polícia Civil realizou buscas relacionadas ao mesmo inquérito. Até o momento, a corporação não divulgou qual teria sido a participação do vereador no homicídio, já que o processo tramita sob sigilo.

Além da prisão do parlamentar, foram cumpridos outros sete mandados de busca e apreensão em Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana. Durante as diligências, os investigadores recolheram celulares, computadores, documentos e outros materiais que serão submetidos à perícia para auxiliar no esclarecimento do caso.

Investigação continua

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Elo Oculto tem como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas, identificar outros possíveis envolvidos no assassinato e definir a participação de cada investigado no planejamento e na execução do crime.

O inquérito segue em andamento e permanece sob sigilo judicial.