CASO ÁGATHA E ALLAN

Irmãos desaparecidos no Maranhão podem estar entre 163 crianças resgatadas nos EUA

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Irmãos desaparecidos no Maranhão podem estar entre 163 crianças resgatadas nos EUA
Foto: Reprodução

Interpol e Polícia Federal devem checar fotos e dados de Ágatha e Allan; até o momento, não há confirmação de que os irmãos estejam entre os resgatados

Uma nova possibilidade reacendeu a esperança da família de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão. Os irmãos podem estar entre as 163 crianças resgatadas durante uma operação internacional contra o tráfico humano nos Estados Unidos.

A informação foi divulgada pelo Cidade Alerta, da Record, e mobilizou novamente os familiares, que aguardam a confirmação ou o descarte da hipótese. Segundo informações divulgadas sobre o caso, a Interpol teria acionado a mãe das crianças diante da possibilidade de uma relação com os menores encontrados na operação.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, afirmou que solicitou à Polícia Federal e à Interpol a verificação das fotografias e dos dados de Ágatha e Allan, justamente para que nenhuma possibilidade seja descartada.

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Oito meses sem respostas

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos, que foi encontrado três dias depois, debilitado, em uma estrada a cerca de quatro quilômetros do local do desaparecimento.

Desde então, equipes das forças de segurança realizaram buscas por terra, água e pelo ar, com utilização de cães farejadores, drones, aeronaves e equipamentos para varredura do Rio Mearim. Mesmo após meses de investigação, nenhum vestígio concreto sobre o paradeiro dos dois irmãos foi encontrado.

Em agosto, a Polícia Civil do Maranhão esclareceu que o inquérito permanece sob sigilo e em plena atividade, com mais de 700 páginas e novas diligências sendo realizadas. A corporação também pediu cautela diante de especulações que possam prejudicar a investigação.

Agora, a checagem internacional poderá abrir uma nova frente para o caso. Até que a identidade das crianças seja oficialmente confirmada, a possibilidade permanece apenas como uma hipótese investigativa.

A família continua aguardando respostas e mantém a esperança de reencontrar Ágatha e Allan.