POLÊMICA NA MARCHA

Flávia Moretti contraria Ranalli e rejeita rótulos: “Tem LGBT de direita e gente da Marcha de esquerda”

Daniel Brustolon e Paula Valéria, do FTN Brasil
· 2 min de leitura
Flávia Moretti contraria Ranalli e rejeita rótulos: “Tem LGBT de direita e gente da Marcha de esquerda”
Fotos: Daniel Brustolon/Montagem

Prefeita de Várzea Grande criticou a tentativa de associar a Marcha para Jesus e a Parada LGBT a campos políticos opostos e defendeu que fé e orientação política não devem ser generalizadas

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), rebateu neste sábado (20) a declaração do vereador por Cuiabá Rafael Ranalli (PL), que afirmou durante a Marcha para Jesus que o evento religioso estaria mais alinhado à direita, enquanto a Parada do Orgulho LGBTQIA+ seria identificada com a esquerda. A gestora discordou da análise e afirmou que a realidade é muito mais diversa do que os rótulos políticos costumam sugerir.

Notícias exclusivas no WhatsApp acessando o link: (clique aqui)
Seja nosso seguidor no Instagram  (clique aqui)
Seja nosso seguidor no X antigo Twiter (clique aqui)

Ao ser questionada sobre a declaração, Flávia afirmou que não concorda com generalizações envolvendo religião, orientação sexual ou posicionamento ideológico.

“Essa daí é nova para mim. Eu acho que tem gente LGBT da direita também e tem gente na Marcha também da esquerda. Não é assim não. A gente não pode generalizar, rotular”, declarou.

A fala ocorreu durante a 29ª edição da Marcha para Jesus, realizada em Cuiabá, evento que reuniu milhares de fiéis, lideranças religiosas e diversas autoridades políticas do estado. A declaração de Moretti surge após Ranalli afirmar que a polarização política está presente em diversos movimentos sociais e religiosos, comparando a Marcha para Jesus à Parada LGBTQIA+ dentro do atual cenário ideológico do país.

Sem entrar diretamente na disputa política, a prefeita preferiu destacar o caráter espiritual do evento e afirmou que a busca por Deus deve estar acima de diferenças partidárias.

“Eu sou recentemente vinda para a política, mas eu tenho minha religião. Cada um tem a sua religião. Eu frequento tanto cultos como a minha igreja, que é católica”, afirmou.

Moretti também ressaltou que a participação de agentes públicos em eventos religiosos não deve ser encarada como algo negativo, mas como uma oportunidade de reflexão e busca por sabedoria.

“Buscar a Deus, seja sendo um agente político ou não, nunca é demais. Pelo contrário, é bom que a gente pede sabedoria para as nossas decisões e nossas caminhadas”, concluiu.

0:00
/0:51

Vídeo: Daniel Brustolon, do FTN Brasil