Homologado pelo Novo como candidato a vice, Marcelo Maluf acabou substituído por Alencar Farina na ata do PL e reagiu cobrando respeito aos compromissos assumidos
O Partido Liberal (PL) oficializou o médico Alencar Farina como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) para a disputa ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A definição consta na ata da convenção da legenda, já encaminhada à Justiça Eleitoral, e foi aprovada por unanimidade pelos convencionais.
A escolha representa uma mudança de rumo na composição da chapa. Inicialmente, a vaga de vice havia sido reservada para uma possível aliança com o Podemos, partido presidido em Mato Grosso pelo deputado estadual Max Russi. Com a decisão da sigla de apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o PL passou a buscar uma alternativa para preencher a vaga.
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Antes da definição por Alencar Farina, o empresário Marcelo Maluf (Novo) chegou a ser anunciado como vice de Wellington. O nome, inclusive, foi homologado durante a convenção estadual do Novo, realizada na última quarta-feira (5), indicando que a composição entre os dois partidos estava encaminhada.
Entretanto, a ata da convenção do PL confirmou a substituição de Marcelo por Alencar Farina, formando uma "chapa pura", composta exclusivamente por filiados da legenda.
A mudança provocou reação imediata de Marcelo Maluf. Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira (7), o empresário afirmou ter recebido a decisão com indignação e classificou a condução do processo como desrespeitosa, tanto no aspecto político quanto pessoal.
Segundo ele, sua indicação não foi resultado de uma conversa informal, mas de um compromisso firmado entre as lideranças envolvidas. Marcelo afirmou que, após a confirmação de seu nome, foram iniciadas articulações políticas, definição de estratégias e organização da campanha, sempre acreditando na palavra empenhada pelo grupo.
"Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida", declarou.
O empresário também questionou a credibilidade de quem busca governar o Estado e, ao mesmo tempo, recua de acordos assumidos.
"Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado", afirmou.
Ao encerrar a manifestação, Marcelo disse que não considera a situação um episódio comum da política e avaliou que o episódio será observado pelo eleitorado.
"Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã", concluiu.