A morte da menina de 7 anos, identificada como Pétala Yonah Silva Nunes, encontrada no bairro Planalto, em Natal, ganhou novos desdobramentos após o principal suspeito confessar o crime e detalhar o que aconteceu.
Em depoimento à Polícia Civil, o homem, ex-padrasto da vítima, admitiu o assassinato e revelou que inicialmente planejava um sequestro para atingir emocionalmente a mãe da criança.
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Segundo o relato, o plano teria saído do controle. O suspeito afirmou que pretendia apenas “dar um susto”, mas acabou tirando a vida da menina, cujo corpo foi encontrado enterrado no quintal da residência onde ele vivia.
“A criança ficou jogando no meu celular […] eu falei eu vou dar um susto, não vou matar, vou dar um susto, deixo ela presa, aparece o boato de desaparecida, só pra atingir a mãe e causar uma tristeza. Depois pego um uber e boto ela em um lugar desconhecido pra depois ser achada com vida. Eu amarrei ela, com um fio normal de carregador, amarrei dentro de casa consciente, e coloquei uma sacola, não fechando a boca, fiz uma cova rasa no beco e deitei ela e cobri com uma tábua, cavei e coloquei um pouco de terra pra disfarçar pra quem passava, tinha consciência que ela estava consciente ainda, a forma que eu planejei não deu certo.”
O homem também citou objetos que teriam sido usados, como alicate, máscara, balaclava e spray de pimenta.
A criança estava desaparecida desde o fim de semana, o que mobilizou familiares e moradores em buscas intensas pela região. A localização do corpo ocorreu após o próprio suspeito indicar o local às autoridades.
As investigações também apontam para a possibilidade de violência anterior ao homicídio e não descartam o envolvimento de outras pessoas no caso.
A brutalidade do crime gerou forte comoção popular. Moradores da região reagiram com revolta, cobrando justiça e rapidez na conclusão do inquérito.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas, ouvindo testemunhas e aprofundando as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.