GENOCÍDIO

Guerra entre Israel e Gaza se aproxima de 73 mil palestinos mortos

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Guerra entre Israel e Gaza se aproxima de 73 mil palestinos mortos
Unicef/Eyad El Baba: Crianças caminhando entre os escombros de suas casas destruídas na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza. Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas depois de perderem as suas casas como resultado da escalada em curso na Faixa de Gaza

Mais de dois anos e meio após o início da guerra entre Israel e o Hamas, a Faixa de Gaza continua registrando um elevado número de vítimas. Segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades de saúde do território palestino, o total de mortos já se aproxima de 73 mil pessoas, enquanto o número de feridos ultrapassa 170 mil.

O conflito começou em 7 de outubro de 2023, quando combatentes do Hamas realizaram ataques em território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo centenas de reféns. Em resposta, Israel lançou uma ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza, que se prolonga até hoje.

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De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número oficial de mortos ultrapassou 72 mil pessoas ainda no início de 2026. Relatórios mais recentes apontam que a marca está próxima de 73 mil vítimas fatais, a maioria composta por civis, incluindo mulheres e crianças.

Apesar de acordos temporários de cessar-fogo e negociações mediadas por atores internacionais, os combates continuam. Somente nos últimos dias, novos ataques israelenses voltaram a causar mortes em diferentes regiões do enclave palestino, segundo informações de hospitais e equipes médicas locais.

Embora os dados do Ministério da Saúde de Gaza sejam amplamente utilizados por organizações internacionais e veículos de imprensa, pesquisadores e entidades humanitárias alertam que o número real de vítimas pode ser ainda maior devido à destruição de hospitais, dificuldades de registro e à existência de corpos soterrados sob escombros.

Em janeiro de 2026, pela primeira vez, autoridades israelenses reconheceram uma estimativa próxima de 70 mil palestinos mortos desde o início da guerra, número semelhante ao apresentado pelas autoridades de saúde de Gaza.

Além das mortes, a guerra provocou uma das maiores crises humanitárias da história recente do Oriente Médio. Hospitais operam com escassez de medicamentos e equipamentos, enquanto milhões de palestinos enfrentam deslocamentos forçados e dificuldades de acesso a alimentos, água potável e assistência médica.

Os números da guerra em Gaza transformaram o conflito em um dos mais letais do século XXI. Enquanto Israel afirma que suas operações têm como objetivo combater o Hamas e impedir novos ataques contra seu território, organizações humanitárias e organismos internacionais continuam alertando para o elevado custo humano da ofensiva. Com as negociações de paz ainda sem avanços significativos, o total de vítimas segue aumentando e a perspectiva de uma solução definitiva permanece distante.