Parlamentar também criticou a ausência de uma resposta institucional diante das informações que vêm sendo divulgadas sobre o caso
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), defendeu nesta quarta-feira (2) que o Senado Federal adote uma postura mais firme diante das investigações da Polícia Federal que apuram a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Durante conversa com a imprensa, Russi afirmou que os senadores precisam analisar o pedido de impeachment apresentado contra o ministro e tomar uma decisão sobre a abertura ou não do processo.
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“O Senado tem que agir. A gente não pode ficar passivo uma vida toda. Se não agir com o que está sendo exposto, e da forma que está sendo colocado, desmoraliza muito o Senado”, declarou.
Na avaliação do parlamentar, a ausência de uma resposta do Senado diante das informações que vêm sendo divulgadas pode comprometer a credibilidade do Poder Legislativo. Para ele, caberia à Casa analisar formalmente o pedido e decidir sobre o prosseguimento do processo.
Vídeo: Reprodução
“Tem que tomar as providências de impeachment, abrir o processo, porque se não fizer nada enfraquece muito e descredibiliza”, afirmou.
Russi também criticou o que considera uma possível falta de reação institucional diante dos fatos investigados pela Polícia Federal. Segundo ele, a atuação do Senado é necessária para que as denúncias sejam analisadas dentro dos mecanismos previstos no ordenamento jurídico.
“Vai banalizar tudo, aí pode fazer tudo porque quem tem poder, quem tem força consegue e quem não tem se ferra”, acrescentou o presidente da ALMT.
As declarações ocorrem em meio às investigações envolvendo o Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro, e a apuração de possíveis relações entre integrantes do setor financeiro e autoridades públicas. O caso tem provocado repercussão no cenário político nacional e ampliado a pressão de setores que defendem uma investigação sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes.