CASO EM JULGAMENTO

Defesa diz que coronel é "preso político" e pede absolvição em júri do caso Zampieri

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Defesa diz que coronel é "preso político" e pede absolvição em júri do caso Zampieri
Na primeira foto, o advogado Silvio Eduardo Polidorio; na segunda imagem, a advogada Sarah Quinetti Pironi. Ambos atuam na defesa do réu, o coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas - Foto: Reprodução

Durante a abertura do julgamento, a defesa sustentou que o militar jamais conheceu Roberto Zampieri e que a investigação não demonstrou sua participação no homicídio

O Tribunal do Júri de Cuiabá deu início, na manhã desta terça-feira (28), ao julgamento dos três acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. Logo na abertura da sessão, realizada no Fórum da Capital, a defesa do coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas sustentou que o militar é vítima de perseguição política e afirmou que não existem provas capazes de vinculá-lo ao crime.

O julgamento é conduzido pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal. A acusação está a cargo dos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva. Além de Caçadini, também respondem ao processo Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa.

Durante a sustentação inicial, os advogados do coronel defenderam que as provas reunidas ao longo da investigação não demonstram a participação do militar na execução de Zampieri e manifestaram confiança em uma decisão favorável ao cliente.

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A advogada Sarah Quinetti Pironi afirmou que Etevaldo jamais teve qualquer relação com a vítima e que, mesmo após quase três anos de investigação, não foi produzida prova capaz de incriminá-lo. “O coronel é um preso político e eu tenho certeza que nós vamos provar”.

Também integrante da defesa, o advogado Silvio Eduardo Polidorio declarou que o objetivo é permitir que os jurados analisem exclusivamente os elementos constantes nos autos, sem influência de fatores externos. Segundo ele, uma eventual absolvição de qualquer dos acusados "é a conclusão lógica do processo e não uma reviravolta".

Ao longo do julgamento, o Tribunal do Júri ouvirá testemunhas arroladas pelas partes, entre elas delegados das Polícias Civil e Federal, investigadores e analistas de inteligência que atuaram na apuração do caso. Encerrada a fase de depoimentos e os debates entre acusação e defesa, os sete jurados se reunirão em sala secreta para decidir se os réus devem ser condenados ou absolvidos pelas acusações relacionadas ao homicídio de Roberto Zampieri.