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Convenções começam na próxima semana e União Brasil concentra principal impasse eleitoral

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Convenções começam na próxima semana e União Brasil concentra principal impasse eleitoral
 Na foto estão os seguntes candidatos: Wellington Fagundes, Jayme Campos, Otaviano Pivetta, Natasha Slhessarenko e Emanuel Pinheiro - Foto: Reprodução

PL será o primeiro a oficializar candidatos, enquanto União Brasil e partidos da centro-esquerda ainda negociam definições para o Governo do Estado

Com o início oficial das convenções partidárias se aproximando, os partidos de Mato Grosso aceleram os preparativos para definir candidaturas e alianças que disputarão as eleições de 2026. Embora a maior parte das legendas já tenha marcado seus encontros, algumas siglas ainda mantêm indefinições, especialmente no campo da centro-esquerda, onde persistem divergências sobre a disputa ao Governo do Estado.

O primeiro grande ato partidário será promovido pelo Partido Liberal (PL), no próximo dia 22 de julho. A legenda escolheu a data em referência ao número eleitoral do partido e deverá oficializar o senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, além de confirmar o deputado federal José Medeiros como postulante ao Senado. A segunda vaga da chapa majoritária será destinada a um partido aliado.

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A principal expectativa, no entanto, está voltada para o União Brasil. A convenção da legenda está marcada para 30 de julho e deverá definir um dos últimos impasses da corrida eleitoral. O partido está dividido entre lançar o senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou manter o alinhamento com a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Mesmo que Jayme obtenha apoio da maioria dos convencionais estaduais, sua candidatura ainda dependerá da posição da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. O PP já decidiu apoiar Pivetta, e a palavra final deverá passar pelas direções estadual e nacional da federação. Para a disputa ao Senado, porém, o cenário está praticamente definido, com o ex-governador Mauro Mendes despontando como o nome do grupo.

Enquanto esse impasse permanece, outras legendas optaram por realizar suas convenções apenas na reta final do calendário. O Podemos agendou seu encontro para 4 de agosto e pretende definir oficialmente qual candidatura ao governo apoiará, além de discutir uma possível indicação para a vaga de vice-governador.

Na mesma data, o MDB também realizará sua convenção. A expectativa é homologar a candidatura da deputada estadual Janaína Riva ao Senado. O partido, entretanto, ainda não anunciou qual projeto apoiará na disputa pelo comando do Executivo estadual.

O encerramento do período de convenções deverá ocorrer em 5 de agosto, quando o Republicanos promoverá seu encontro estadual. A estratégia da legenda é reunir os partidos aliados em um grande evento político para oficializar a candidatura de Otaviano Pivetta e consolidar o bloco de apoio construído durante as últimas semanas. Entre os aliados já definidos está o PSDB, que programou para 28 de julho a homologação do apoio ao atual governador.

Enquanto os principais grupos de centro e direita já avançaram na organização das convenções, os partidos da centro-esquerda seguem sem calendário definido. Integram esse bloco a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), além de PSD, PSB, PDT e Federação Rede-PSOL.

A intenção é realizar um ato conjunto para demonstrar unidade política, mas o projeto depende da superação de divergências internas.

O principal obstáculo está na escolha do candidato ao Governo do Estado. Até pouco tempo, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) era tratada como nome de consenso. No entanto, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD) decidiu disputar a indicação dentro do partido, criando um impasse que ainda precisa ser resolvido.

Mesmo que Emanuel consiga vencer a disputa interna, ainda precisará conquistar o apoio das demais siglas da aliança, já que boa parte dos partidos do bloco declarou preferência pela candidatura de Natasha.

Na disputa pelo Senado, o cenário é mais estável. Os partidos da frente de centro-esquerda já definiram apoio à tentativa de reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). A segunda vaga, entretanto, permanece indefinida e é disputada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) e pela professora Patrícia Nogueira (PCdoB).

A expectativa das lideranças é solucionar os impasses nas próximas semanas para que todas as candidaturas sejam oficializadas dentro do prazo legal, que se encerra em 5 de agosto.