Categoria denuncia atrasos em férias, jornadas excessivas, redução de equipes e supostas irregularidades no FGTS e em empréstimos consignados
Os trabalhadores que atuam na coleta de lixo em Cuiabá vão se reunir na próxima segunda-feira (18) para decidir se paralisam as atividades. A categoria convocou uma assembleia após o Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana e Zeladoria de Mato Grosso (Sindilimp-MT) receber relatos de possíveis irregularidades trabalhistas envolvendo a Locar Saneamento Ambiental Ltda., responsável pela prestação do serviço na Capital.
A reunião está marcada para ocorrer em frente à unidade da empresa, localizada no bairro Industrial. A primeira convocação será às 5h e, caso não seja atingido o quórum necessário, haverá uma segunda chamada às 5h30.
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De acordo com o sindicato, a assembleia terá como principal pauta a possibilidade de deflagração de uma greve. A entidade afirma que a decisão foi tomada depois de encaminhar documentos, ofícios e notificações à empresa e aos órgãos encarregados de acompanhar o contrato.
Entre os problemas relatados pelos trabalhadores estão possíveis atrasos ou falhas no pagamento de férias, jornadas consideradas excessivas e a diminuição do número de funcionários nas equipes responsáveis pela coleta. Para o sindicato, a redução das equipes estaria em desacordo com as regras previstas na Convenção Coletiva de Trabalho.
Os funcionários também teriam relatado episódios de pressão e ameaças no ambiente de trabalho, além de situações que consideram inadequadas no tratamento recebido. A entidade menciona ainda possíveis problemas relacionados aos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Outra reclamação envolve empréstimos consignados. Segundo o sindicato, existem relatos de descontos realizados nos salários dos trabalhadores sem o devido repasse das parcelas às instituições financeiras.
O Sindilimp-MT informou que levou as reclamações ao conhecimento da Locar e da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Limpeza Urbana (Limpurb), responsável, por parte da Prefeitura de Cuiabá, pelo acompanhamento e fiscalização do contrato de limpeza urbana.
O sindicato também afirma ter comunicado o Ministério do Trabalho e Emprego e cobrado providências dos órgãos responsáveis em diferentes ocasiões.
Apesar da convocação e do indicativo de greve, ainda não há confirmação de paralisação. A decisão caberá aos próprios trabalhadores durante a assembleia de segunda-feira.
Além de definir sobre uma eventual interrupção dos serviços, a categoria deverá avaliar se autoriza o sindicato a adotar medidas administrativas e judiciais para cobrar o cumprimento dos direitos trabalhistas previstos em lei e na convenção coletiva.
O Sindilimp-MT afirma que pretende manter as negociações abertas com a empresa e com os órgãos públicos envolvidos, enquanto busca soluções para as reclamações apresentadas pelos trabalhadores.