Com 98 cervejarias registradas, região alcançou uma das maiores médias de produção do país e consolidou força da indústria ligada ao agro e à inovação
O mercado cervejeiro do Centro-Oeste segue consolidando sua presença no cenário nacional. Dados do Anuário da Cerveja 2026 mostram que a região reúne atualmente 98 cervejarias registradas e apresenta um dos mais elevados níveis de eficiência produtiva do país.
Com menos de 100 cervejarias, o Centro-Oeste registrou a segunda maior média de produção por estabelecimento do Brasil, reforçando a integração entre agro, indústria e inovação.
O Distrito Federal apresentou a maior média nacional de produtos por cervejaria, com 31,6 rótulos registrados por estabelecimento, índice acima da média brasileira. Brasília também permanece entre as cidades com maior número de cervejarias registradas do país.
Assim como o restante do mercado nacional, a região observou desaceleração em 2025. O volume produzido atingiu 1,05 bilhão de litros, redução de 5,59% em relação ao ano anterior.
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Ainda assim, o Centro-Oeste manteve indicadores consistentes de produtividade e diversidade, reforçando a resiliência da cadeia regional. A expectativa é que a retomada do consumo encontre uma indústria mais eficiente, diversificada e preparada para novos ciclos de crescimento.
CERVEJA NO BRASIL
A nível nacional, o setor cervejeiro alcançou, em 2025, um novo marco de expansão e diversificação. O Anuário da Cerveja registrou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios brasileiros, consolidando a relevância econômica, social e cultural da cadeia cervejeira no país.
Atualmente, o setor cervejeiro está presente em quase 800 municípios brasileiros, gera mais de 2,5 milhões de empregos ao longo da cadeia produtiva, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e segue investindo em tecnologia, inovação e sustentabilidade.
Além do recorde de cervejarias, o Anuário aponta outros resultados expressivos para o setor em 2025, entre eles a retomada do crescimento no número de produtos registrados, que alcançou 44.212 registros, o crescimento de 2,1% nas marcas de cerveja registradas, totalizando 56.170, e o maior valor exportado da série histórica, com US$ 218,3 milhões.
O levantamento também registra superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial do setor, exportações para 77 países e crescimento de 417,6% na produção de cervejas sem glúten, que alcançou 367,9 milhões de litros.
Em 2025, a cerveja sem glúten no Brasil cresceu 417,6% em relação a 2024, partindo de 71 milhões para 368 milhões de litros. O número final corresponde a aproximadamente 2,35% dos 15,69 bilhões de litros da bebida produzidos no país. O aumento mostra o tamanho do interesse do público por bebidas sem essa proteína, que é natural em cereais, alimentos e bebidas derivados deles, como a cerveja.
|
INDICADOR |
2025 |
DESTAQUE |
|
Cervejarias registradas |
1.954 |
Maior número da série histórica |
|
Municípios
com cervejaria |
794 |
Presença ampliada no
território nacional |
|
Produtos registrados |
44.212 |
Retomada do crescimento após retração
em 2024 |
|
Marcas
de cerveja registradas |
56.170 |
Crescimento de 2,1% em
relação a 2024 |
|
Produção de cerveja sem glúten |
367,9 milhões de litros |
Crescimento de 417,6% |
|
Exportações
brasileiras de cerveja |
US$ 218,3 milhões |
Maior valor exportado da série
histórica |
|
Superávit da balança comercial |
US$ 195 milhões |
Recorde histórico do setor |
|
Países
que importam cerveja brasileira |
77 |
Presença internacional
consolidada |
|
Empregos diretos no setor cervejeiro |
41,3 mil |
Patamar acima de 41 mil empregos mantido
desde 2020 |